O Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ tem o prazer de anunciar a abertura da disciplina TÓPICOS ESPECIAIS EM PROCESSOS CRIATIVOS I – CRIAÇÃO EM ÓPERA, ministrada pelo professor João Guilherme Ripper.

A disciplina inclui o estudo das formas dramáticas no teatro e na música, fundamentos literários, dramáticos e musicais para criação de libretos, cenas e atos; prosódia musical; tessituras vocais; adequação vocal ao papel dramático; análise de libretos e partituras e aplicação dos conceitos na composição.

As aulas serão ministradas às sextas-feiras, de 14 às 17 horas, na sala 2104 (ver endereço físico aqui) e é optativa para todos os alunos do PPGM-UFRJ (Mestrado e Doutorado), assim como para alunos recém-concursados e externos em regime especial.

Com previsão de 15 vagas, as inscrições podem ser realizadas no link abaixo, no período de 23 (20:00) a 27 (16:00) de abril. A disciplina terá início no dia 5 de maio próximo e as vagas serão confirmadas por e-mail.

TÓPICOS ESPECIAIS EM PROCESSOS CRIATIVOS I – CRIAÇÃO EM ÓPERA – FICHA DE INSCRIÇÃO

RipperJoão Guilherme Ripper é doutor pela The Catholic University of América, em Washington D.C., sob orientação do violinista e compositor Helmut Braunlich (composição) e da musicóloga Emma Garmendia (música latino-americana). Realizou estudos adicionais em regência orquestral com o maestro Guillermo Scarabino em Mendoza e Buenos Aires, na Argentina.

Nos EUA, foi Professor Assistente da classe de Orquestração na The Catholic University of America e Professor do Programa de Música do Sistema Público de Educação de Montgomery County, Maryland. Fundou a Associação de Compositores de Montgomery County, entidade que congrega compositores que residem naquela região.

Em 1988, tornou-se professor de Composição, Harmonia, Análise Musical e Análise Schenkeriana nos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Música da UFRJ.

Ripper foi ainda Coordenador do Programa de Pós-Graduação em 1998 e Diretor da Escola de Música da UFRJ entre 1999 a 2003.

Suas obras tem sido tocadas nas principais salas de concerto do Brasil e exterior. Ripper recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2000, pela ópera “Domitila”. Em dezembro de 2005, a Revista Bravo, em sua 100ª edição, selecionou a ópera “Anjo Negro” como uma das 100 melhores produções musicais realizadas no Brasil, nos últimos oito anos.

Compôs também a cantata “Peabiru” para a Casa da Memória de Mato Grosso do Sul. Em 2002, a Orquestra Sinfônica Brasileira, dirigida por Henrique Morelembaum faz a primeira audição de “Psalmus”, obra que consta do CD da OPES, dirigida por Isaac Karabtchevsky, lançado em 2008.

A ópera “Anjo Negro”, baseada na peça homônima de Nelson Rodrigues, foi estreada no CCBB de São Paulo em 2003, no mesmo ano em que aparece o Ciclo Portinari, com oito canções para soprano e mezzo sobre poemas do artista, também estreado no CCBB de São Paulo. Em 2007, Recebeu encomenda da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo para escrever a obra “Desenredo”, para solistas, coro e orquestra, estreada em maio de 2008 na Sala São Paulo, com a OSESP dirigida por Victor Hugo Toro.

Neste mesmo ano, Ripper foi o compositor-residente do Festival Internacional de Música de Campos do Jordão. O convite incluiu a encomenda de uma obra para soprano, narrador e orquestra sobre texto de Machado de Assis, intitulada “Olhos de Capitu”. A obra foi estreada pela Orquestra Acadêmica do Festival dirigida pelo maestro belga Ronald Zolmann, com Rosana Lamosa e Fernando Portari. “Olhos de Capitu”, “Rio São Francisco – imagem sinfônica” e “Psalmus” integraram a temporada 2009 da Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica da USP, respectivamente.

O musical “D. João em Paquetá”, em parceria com a escritora Conceição Campos, foi escrito em 2010 para o projeto Bem-me-quer Paquetá. Em 2011, “Matinas” aparece no CD Klang Der Welt: Brasil gravado pelos Solistas da Ópera de Berlim. Atuou como compositor em residência do Artists Program da Kean University, em New Jersey, na temporada 2011-2012.

Escrito por PPGM-UFRJ

Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ

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