A digitação da polirritmia no violão a partir da peça Choro de Egberto Gismonti

A digitação da polirritmia no violão a partir da peça Choro de Egberto Gismonti 📄
Alexandre Gismonti Medeiros Amim | Sara Cohen

Resumo: O presente artigo trata da digitação no violão dos padrões polirrítmicos encontrados na peça Choro de Egberto Gismonti (1947). Diante das dificuldades encontradas na execução de tais procedimentos, empreendemos um estudo sobre a digitação no violão buscando compreender quais aspectos da técnica violonística seriam mais determinantes para a performance da polirritmia no instrumento. Encontramos nas considerações de Tennant (1995), Sherrod (1981), Carlevaro (1967), Paschero (2016) e Sadie (1984), uma hegemonia em apontar a mão direita como a maior responsável pela produção sonora desse instrumento, o que nos motivou a descrever as principais características digitais da mão direita no que se referem às suas disposições de independência e força muscular. Ao confrontarmos a forma de realização polifônica e polirrítmica no violão, constatamos a função melódica atribuída à ação da mão esquerda ao longo do diapasão do instrumento, enquanto a polirritmia, em sua constituição básica, se mostrou decorrente do dedilhado da mão direita. Portanto, baseados nas disposições de independência digital, dos conceitos de posição básica e do expediente da alternância digital da mão direita, grafamos nossas sugestões de dedilhado junto aos trechos polirrítmicos encontrados em Choro.

Palavras-chave: Polirritmia. Violão. Digitação. Egberto Gismonti. Choro (2010).

A digitação da polirritmia no violão a partir da peça Choro de Egberto Gismonti