Educação Musical na Diversidade: o processo criativo coletivo e o empoderamento da pessoa em sofrimento psíquico (2016)

Projeto de pesquisa do grupo Educação Musical, Musicalidade Abrangente e Diversidade Cultural

Thelma Sydenstricker, docente responsável
Paulo Duarte de Carvalho Amarante, membro externo (IPUB – UFRJ)
Jeanine Bogaets, membro externo  (Fiocruz / CBM)
Angélica Calderano, mestranda
Jandira Diniz, mestranda
Marcelo Rodrigues, mestrando
Phelipe Henriques, mestrando
João Gomes, bacharelando

 

Esta pesquisa aposta na Universidade e seu compromisso de manter a coesão entre ensino, pesquisa e extensão, assim como no diálogo entre academia e sociedade, entre produção do saber e aplicação desse conhecimento, especialmente considerando-se as demandas de Cultura, Saúde e Educação pública no país. Consideramos que as manifestações culturais, expressões artísticas e processos criativos são instrumentos eficientes para a promoção de saúde mental, capazes de alcançar resultados exponencialmente maiores se articulados à educação, à saúde, à assistência social, ao desenvolvimento sustentável, à economia solidaria, ao trabalho e à renda.

Atualmente as políticas recentes de Saúde e Educação do Brasil indicam a busca de uma ampliação de ações que valorizem tanto as manifestações culturais, artísticas e a produção de cultura como meio de promoção de saúde mental (BRASIL, 2005), assim como a articulação das políticas sociais envolvendo a educação, saúde, assistência social, desenvolvimento sustentável, economia solidária, trabalho e renda como descrito no novo Plano Nacional de Educação (PNE) (BRASIL, 2010).

Além desta intenção de articulação das políticas sociais também encontramos um forte discurso a favor da inclusão social. No entanto, o processo de inserção social, como quer Kuenzer (2002), caracteriza-se por uma inclusão excludente, no mais das vezes apoiada por um aparato legal ainda incapaz de garantir o respeito e o direito à diversidade social, cultural, econômica e política em nosso país. Segundo Gadotti (2005):

Diante da crescente mercantilização da educação os Estados estão deixando cada vez mais de assumir o seu dever de garantir esse direito, transformando o direito à educação em serviço prestado tanto pelo Estado quanto pelo Mercado. Como serviço, a ele só podem ter acesso aqueles e aquelas que podem pagá-lo. Surgem então muitas “indústrias do conhecimento” que oferecem os mais variados pacotes educacionais para todos os gostos em acirradas disputas mercantis movidas pelo “marketing educacional”, vendendo educação como se vende um sabonete. A questão é ainda mais grave quando alguns políticos e economistas argumentam que se trata de uma questão de custos: é mais barato garantir esse direito através do mercado do que através do alto custo da educação pública. Entender a educação como uma despesa e não como um investimento. (p. 1-2)

Acrescentando à reflexão de Gadotti (2005), Saviani (2010) faz uma discussão relevante ao abordar a influência da economia na educação mostrando a fragilidade do conceito de educação inclusiva. Segundo ele, a ordem econômica atual assenta-se na exclusão:
Configura-se, então, neste contexto, uma verdadeira “pedagogia da exclusão.” Trata-se de preparar os indivíduos para, mediante sucessivos cursos dos mais diferentes tipos, se tornarem cada vez mais empregáveis, visando a escapar da condição de excluídos. E, caso não consigam, a pedagogia da exclusão lhes terá ensinado a introjetar a responsabilidade por essa condição. (p. 431)

Contrapondo acima, propomos o conceito de Educação Musical na Diversidade (ALVARES; AMARANTE, 2016) que considera que a diferença seja algo no trabalho educacional.

O paradigma com o qual trabalhamos não se baseia nas necessidades especiais, nos diagnósticos ou déficits, mas sim percebe as diferenças como algo inerente à natureza humana; sejam estas diferenças associadas a um diagnóstico, ou não. Partimos do pressuposto de que o ser humano possui uma natureza complexa que se manifesta de diferentes maneiras incluindo o sofrimento psíquico (transtorno/doença mental), a deficiência sensorial, física e intelectual. A diversidade humana também inclui outras diferenças, tais como, diferenças religiosas, culturais, de gênero, étnicas, sexuais, econômicas que podem levar o indivíduo, com ou sem necessidade especial, à situação de vulnerabilidade ou risco social. (ALVARES; AMARANTE, 2016, p.17-18)

Paulo Freire trouxe um novo entendimento sobre a educação de pessoas em situação social desvantajosa sendo reconhecido mundialmente por sua obra. Ele propõe uma educação ética em que o respeito ao outro e a sua bagagem cultural sejam o fundamento de uma educação baseada no diálogo e no desenvolvimento de uma consciência crítica e social. Freire propõe uma pedagogia construída com e para o educando e que busca sua autonomia. A Pedagogia do Oprimido, como ele a denominou, torna-se assim um meio de recuperação da humanidade subtraída pelas realidades de opressão e desigualdade social. Freire afirma: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo” (2012, p. 75). Para Freire, a escuta é um aspecto essencial na educação.

O conceito representação social de Moscovici (2010) se refere ao estudo das trocas simbólicas que ocorrem em nossos ambientes sociais e que estão presentes nas relações interpessoais contribuindo para a criação da cultura de um grupo social. Segundo Jodelet (2005) a representação social é uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, que colabora para a construção de uma realidade comum a um conjunto social. Os efeitos destas representações sociais na educação de pessoas em vulnerabilidade/risco social tem sido tema de estudos em Educação (MAZOTTI, 2008).

Em uma pesquisa na área de saúde mental, Pereira (2003) conclui que a desconstrução das representações sociais é um dos aspectos imprescindíveis no processo de mudanças na assistência psiquiátrica. Pereira observou em seu estudo que o discurso dos familiares refletem a internalização de ideologias que colocam o sofrimento psíquico como fato imutável decorrente de fatores orgânicos. Isto contribui com a formação de baixas expectativas em relação às possibilidades de desenvolvimento e inserção social de pessoas em sofrimento psíquico. Acreditamos que a educação musical possa contribuir com a construção de representações simbólicas acerca da loucura que favoreça o entendimento de sua diversidade e o acolhimento social da pessoa em sofrimento psíquico. Acreditamos que o trabalho com as Artes é um caminho promissor, pois expressamos ideias, visões de mundo e emoções permitindo a geração de novos conceitos. Nas palavras da Dra. Nise da Silveira: “As coisas não são ultrapassadas tão facilmente, são transformadas. É um processo lento. O que cura é o afeto. O que cura é a ausência de preconceitos.” (Horta, 2008, p.340)

É importante salientar que estas mudanças envolvem transformações amplas incluindo mudanças econômicas e políticas. Cambria (2008) ao discutir a pesquisa em etnomusicologia afirma que:
Se no passado temos buscado a diferença como algo fundamentalmente positivo em si, como uma riqueza (“diversidade”) a ser descoberta, representada e explicada, hoje temos cada vez mais a consciência de que, muitas vezes, essas mesmas diferenças são vinculadas a, quando não resultantes de, relações assimétricas de poder (“desigualdade”), em vários níveis, desde a dimensão local até aquela global, e que seus discursos e performances estão envolvidos nas lutas simbólicas para a legitimação ou a contestação de várias formas de hegemonia. (p.10)

De acordo com a teoria da autodeterminação (ARAÚJO, 2009), o ser humano tem uma propensão inata para o aprendizado e o ambiente fortalece ou enfraquece esta propensão. Segundo Fleith e Alencar (2010), “Embora possa ser considerada, em parte, inata, a motivação intrínseca pode ser cultivada, em larga escala, pelo ambiente social” (p. 215). Acreditamos que as aulas de música e seus desdobramentos (apresentações musicais, desenvolvimento musical possibilitando a participação musical em outros grupos, enriquecimento cultural.) se configurem como um ambiente social que contribua para o desenvolvimento humano.
Segundo Hargreaves (2004) “uma das funções sociais primordiais da música reside em instituir e desenvolver o sentido de identidade do indivíduo no qual o conceito de identidade musical nos permite olhar as amplas e variadas interações entre música e indivíduo” (p.5). Observamos que pessoas em sofrimento psíquico muitas vezes interagem através de símbolos, seja através de uma linguagem verbal enriquecida por símbolos, seja através do processo criativo na música, na dança, nas artes visuais, na poesia e no teatro que expressam a criatividade também rica em símbolos. A dificuldade do educador em compreender este universo simbólico e a diversidade inerente a cada aluno gera a impossibilidade da educação destas pessoas. A escuta e o diálogo, defendidos por Paulo Freire, nos permite o acolhimento de pessoas em sofrimento psíquico que ainda, de modo geral, são excluídas dos ambientes educacionais.

McNiff discute o papel das Artes na cura: “em sua essência a ação assertiva da arte oferece uma alternativa para a resignação passiva, para a psicopatologia e para a disfunção pessoal.” (1981, p. 30). Neste sentido a música, assim como as outras artes, contribui com a construção de espaços sociais que possam acolher a diversidade humana. McNiff defende o processo criativo coletivo procurando expandir a atenção para o relacionamento entre as pessoas do grupo, para os materiais utilizados e para o espaço de criação. Buscando assim, entender como tudo isto afeta cada pessoa envolvida no processo.

Venturini (2010) ao discutir a desinstitucionalização nos inspira a vislumbrar uma educação que preconize a autonomia do indivíduo:
Mais do que um tratamento ou uma adaptação, a desinstitucionalização consiste em um crescimento da pessoa. Nela o paciente é finalmente o verdadeiro protagonista da cura: considera os próprios pontos de força e de fraqueza, as oportunidades e os aspectos problemáticos de sua vida pessoal; constrói estratégias “úteis” para sua vida, até mesmo em redes de sentido frágeis e provisórias. Em geral reconhece-se para o paciente o valor da competência adquirida com a própria experiência. (p. 143)

As artes podem facilitar a desconstrução de estigmas e de padrões desfavoráveis ao indivíduo promovendo a construção de uma cultura democrática que abarque a diversidade. Nossa proposta procura investigar como o processo criativo envolvendo música, poesia, teatro e dança contribui para a geração de novas percepções sobre loucura e o empoderamento da pessoa em sofrimento psíquico.

Justificativa

Pessoas em sofrimento psíquico, de modo geral, não são incluídas em nossos ambientes pedagógicos. Faz-se necessário um estudo sobre as peculiaridades, ou diversidade referente a pessoas em sofrimento psíquico, a fim de proporcionar espaços educacionais mais democráticos à nossa população.

Objetivo Geral

O objetivo principal desta proposta é analisar o processo criativo do grupo Somos Um que envolve música, poesia, teatro e dança. Este grupo surgiu a partir de uma parceria entre a Escola de Música e o hospital-dia do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

Objetivos Específicos

  1. Investigar como o processo criativo, realizado pelo grupo Somos Um, contribui para o empoderamento de pessoas em sofrimento psíquico;
  2. Contribuir com a formação de educadores musicais que entendam as peculiaridades e necessidades de grupos em vulnerabilidade/risco social;
  3. Promover, através das apresentações do grupo, o engajamento do público com o movimento que visa à desconstrução dos estigmas que contribuem para a exclusão das pessoas em sofrimento psíquico.

Metodologia e Resultados Esperados

Segundo Lucas(2011) na pesquisa-ação o foco de estudo são as relações humanas intensas e dialógicas; a teoria e a prática são inseparáveis. Tanto o conhecimento acadêmico como local, isto é, do ambiente estudado, são essenciais ao desenvolvimento da pesquisa. É exatamente esta interação que a torna eficaz. Kemmis e McTaggart (2000) afirmam que inicialmente eles usavam o termo pesquisa-ação colaborativa a fim enfatizar a interdependência entre as atividades acadêmicas universitárias e os educadores (área de atuação dos pesquisadores). Atualmente eles usam o termo pesquisa-ação participativa como forma de reconhecer a convergência prática e teórica entre o trabalho que realizam e os das pessoas envolvidas em pesquisas participativas de diferentes campos do saber.

Greenwood e Levin (2000) defendem a pesquisa-ação e afirmam que é um desafio para a Universidade sair de uma posição tradicional para uma postura socialmente engajada que busca solução para questões reais. Segundo os autores, durante a formação do cientista social, o diálogo é predominantemente entre cientistas sociais, apenas no meio acadêmico, gerando um distanciamento dos problemas sociais reais. Esta falta de interação entre Universidade e as situações sociais acarretará consequências negativas para futuras pesquisas a serem realizadas por estes indivíduos.

Eles discutem a pesquisa-ação como um meio promissor para mudar um conhecimento acadêmico em Ciências Sociais, desvinculado da realidade social, dando-lhe assim um novo significado, tornando-o uma missão social.
Muitos grupos não têm significantes impactos no foco das pesquisas universitárias. Membros da comunidade, pequenas organizações, minorias, e outras pessoas sem poder ou pobres que querem assistência com mudanças sociais amplas estão buscando soluções para problemas diários em contextos específicos: pobreza, dependência, racismo, degradação ambiental, e daí por diante. (…) a preocupação deles é se eles conseguem ter ajuda para produzir pesquisa que os assistirá a solucionar seus problemas (GREENWOOD; LEVIN, 2000, p. 89-90)

A nossa proposta vai ao encontro dos princípios de Educação descrito por Freire (1997; 2007; 1987; 2001) que é uma referência importante para a pesquisa. No trabalho realizado no Somos Um desde 2009 os alunos compartilham com os professores a liderança, decidindo em grupo os temas a serem estudados, repertório, apresentações musicais e o engajamento com o movimentos da luta antimanicomial.
Segundo Kemmis e McTaggart (2000):

Embora o processo de pesquisa-ação participativa seja pobremente descrito como uma sequência mecânica de etapas, ele geralmente é pensado como um processo que envolve uma espiral de ciclos auto-reflexivos de planejamento de mudança, atuação e observação do processo e das conseqüências da mudança, reflexão sobre estes processos e conseqüências, e então replanejamento, atuação e observação, reflexão, e daí por diante… (p.595)
Greenwood e Levin (2000) afirmam que em pesquisa-ação não há a intenção de se gerar credibilidade, generalização e confiabilidade uma vez que o conhecimento é gerado em contextos específicos. Estes aspectos podem ser avaliados através da constatação da vontade (ou falta de) dos sujeitos, pertinentes à situação estudada, de agir em cima dos resultados obtidos com o estudo.

Técnicas e Instrumentos de coleta:

  • Observação participante das aulas de música realizadas semanalmente no Instituto de Psiquiatria.
  • Entrevistas semiestruturadas com os integrantes do Somos Um, isto é, pessoas em tratamento no hospital dia do IPUB, alunos de licenciatura e bolsista PIBIC-EM que fazem parte do Somos Um.
  • Percebemos que há uma fluidez do processo criativo entre as aulas/oficinas do hospital dia, ou seja, espontaneamente os alunos (usuários) levam temas, personagens, ideias trabalhados em uma oficina/aula para outra, buscando aprofundar o próprio trabalho. Faremos entrevistas semiestruturadas com estes profissionais.

Após a coleta de dados, o material será analisado através da técnica de triangulação com localização de temas, categorias e subcategorias derivados desta análise.

Fundamentação Teórica:

A fundamentação teórica do projeto é baseada na interação dos seguintes eixos norteadores:

  • Conceito de educação musical na diversidade que defende as diferenças, sejam estas associadas a um diagnóstico, ou não, como algo inerente à natureza humana, enfatizando importância do trabalho coletivo como meio de conhecimento e acolhimento dessas diferenças.
  • A educação envolve a escuta que consiste em aceitar e respeitar as diferenças humanas. (Freire, 2011)
  • O papel das Artes na cura como uma ação assertiva que oferece uma alternativa para a resignação passiva à psicopatologia e à disfunção pessoal. (McNiff;1992).
  • O conceito de representação social de Moscovici (2010) que se refere ao estudo e ao impacto das trocas simbólicas que ocorrem em nossos ambientes sociais e que estão presentes nas relações interpessoais contribuindo para a criação da cultura de um grupo social.
  • A desinstitucionalização como desconstrução e superação de um modelo arcaico centrado no conceito de doença como falta e erro e como criação de possibilidades concretas de sociabilidade e subjetividade. (Amarante, 2011). A desinstitucionalização envolve o paciente como protagonista de sua cura e a valorização de sua competência adquirida com a própria experiência. (Venturini, 2010).

REFERÊNCIAS

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