Música brasileira para instrumentos de sopro: texto e performance – séculos XX e XXI

Projeto de pesquisa
Aloysio Fagerlande, docente responsável
Pedro Bittencourt, docente
Raquel Carneiro, doutoranda
Samanta Adriele, doutoranda

Idioma para processo seletivo (Doutorado)
francês

Resumo

O presente projeto visa a pesquisa do repertório da música brasileira nos séculos XX e XXI para instrumentos de sopro, envolvendo suas diversas práticas: solista, música de câmara e na produção sinfônica. Neste sentido, se propõe a estudar o contexto de produção dessas obras, adotando os conceitos de “visão prismática” e “ pesquisa artística”, que abarcam as múltiplas possibilidades da produção de conhecimento na subárea de práticas interpretativas e sua performance.

Pretendemos realizar o estudo e revisão de partituras, a digitalização e edição dos manuscritos, além de registros em diversas mídias atentos a possíveis/novas soluções interpretativas que ampliem as dinâmicas de conhecimento para sua performance e viabilizem sua inserção no repertório praticado em nossos dias.

Objetivos

Geral

Esta pesquisa pretende fornecer à comunidade acadêmica em geral, especialmente àqueles que pesquisam e executam a música brasileira do período em questão, novos referenciais que englobam o conceito de pesquisa artística (Borgdorff, 2012) para a performance musical, envolvendo os instrumentos e instrumentistas de sopros no Brasil.

Específicos

Como objetivos secundários, interessa-nos a revisão da literatura existente; a pesquisa de manuscritos e sua digitalização e edição; a constituição dos espaços de atuação dos músicos; as relações entre esses espaços e o constrangimento ao repertório praticado; as imbricações entre compositor, intérprete e obra; a circularidade e recepção das obras pesquisadas, bem como as questões mais específicas da performance musical.

Justificativa

Desde o século XIX o Rio de Janeiro funcionou como uma vitrine para o resto do país, e uma parte significativa de compositores, estudiosos e instrumentistas de nossa música de concerto por aqui passaram, estudaram e mesmo permaneceram – temos os exemplos de Carlos  Gomes, Alberto Nepomuceno, Francisco Mignone, Claudio Santoro e Mário de Andrade, entre aqueles não naturais do Rio de Janeiro.

Podemos afirmar também que a história da música brasileira de concerto no Rio de Janeiro passava necessariamente pelo antigo Conservatório de Música, depois Instituto Nacional de Música e agora Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, devido à grande centralização e importância política e cultural que a capital do país assumia.

Não são poucos os registros de concertos, audições de música de câmara com participação de instrumentistas de sopro no antigo Conservatório e no Instituto de Música. Esta atividade toma um vulto importante principalmente a partir da década de 1920, quando músicos como Antão Soares, Pedro de Assis, Raymundo da Silva, Camillo de Andrade, Assis Republicano (que participou da 1ª. audição do Choros n° 7 de Heitor Villa-Lobos, em 1925) se destacam no cenário profissional e confirmam a longa tradição de qualidade de nossos instrumentistas de sopro.

A partir da década de 1940, compositores de várias regiões brasileiras se destacam, atuando na então capital do país. Além da figura icônica de Villa-Lobos, podemos citar Mozart Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Claudio Santoro, Radamés Gnattalli, dentre tantos outros importantes compositores – sem esquecer Hans Joachim Koellreutter, flautista responsável pela 1ª audição da Bachianas Brasileiras n.6, de Villa-Lobos ocorrida no Salão Leopoldo Miguez do então Instituto Nacional de Música em 1945. Já na década de 1970, com o início da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, novos compositores ganham destaque e divulgação junto aos já conhecidos, em uma crescente produção para instrumentos de sopro. No final do século XX e início do século XXI, com a exponencial utilização da internet como veículo de divulgação, diversos repertórios e autores regionais se tornaram mais conhecidos nacionalmente, aumentando consideravelmente o campo de estudo.

Entender a trajetória desses instrumentos e a criação do seu repertório e de suas mais diversas formas de representação torna-se fundamental para o intérprete. Além das questões essenciais que envolvem a necessária abordagem analítico-interpretativa, o conhecimento teórico, o técnico, prepondera o fazer musical, pois, é através deste, que emergem valores não explícitos, carregados de expressividade, representados nas atuais definições sobre a pesquisa artística.

Refletir sobre o repertório da música brasileira nos séculos XX e XXI para instrumentos de sopro, envolvendo sua história, texto e práticas, assume uma dimensão que ultrapassa os benefícios adquiridos nas reflexões puramente técnicas e formais. Configura-se na oportunidade de  viabilizar o exercício da (re)criação artística e de dotar de mais referenciais e instrumentais interpretativos a histórica prática musical brasileira.

Referencial Teórico e Metodologia

Tendo como objeto obras musicais que envolvem diferentes campos de atuação, como a música  de câmara, solista e sinfônica composta no Brasil, com ênfase nos instrumentos de sopro, bem como a trajetória artística e social de seus agentes criadores, esta pesquisa envolve diversos campos que transitam por conceitos como nação, identidades e práticas musicais.

Como pretendemos nos afastar de uma visão que tradicionalmente levaria a uma perspectiva essencialmente musicológica, encontramos em autores como Henk Borgdorff (2012), Kathleen Coessens (2014), Robin Nelson (2013) o campo teórico que permite entender as práticas interpretativas e a performance musical em uma conceituação mais ampla- a pesquisa artística.

Borgdorff  apresenta em The Conflict of the Faculties (2012) o processo de transformação das práticas artísticas em pesquisa artística, “e a consequente modificação da academia em um local que também proporcione espaço para formas não discursivas de conhecimento, métodos de pesquisa não tradicionais, além de novos formatos de apresentação e publicação” (Fagerlande, 2018, p.4). O professor, artista e pesquisador holandês aponta três tipos básicos de pesquisa, a pesquisa sobre as artes, com distanciamento entre sujeito e objeto; a pesquisa para as artes, aplicada; a pesquisa em artes, onde não existe a separação entre sujeito e objeto, sendo a prática artística componente essencial e resultado do processo (Borgdorff, 2012).

Já Kathleen Coessens observa que “a arte não olha para o mundo através de binóculos, mas sim através de um prisma.” (2014,p.4). A oposição entre os conceitos de visão binocular e visão prismática se constitui um excelente ponto de partida para se entender a pesquisa artística, assim como a conceituação definida por Borgdorff (2012).

Outra contribuição para nosso referencial vem do Orpheus Institute: “pesquisa artística é a pesquisa onde o artista faz a diferença” (apud Borgdorff, 2012, p. 73)

O desenvolvimento da pesquisa se dará da seguinte maneira:

  1. revisão bibliográfica; análise do conteúdo das obras a serem abordadas e coleta  de dados referentes aos aspectos a serem estudados;
  2. estudo comparativo realizado a partir das informações recolhidas, a fim de tecer as conclusões parciais;
  3. estudos para a preparação da performance musical;
  4. performance musical das obras a fim de complementar as informações adquiridas via estudos teóricos/analíticos. Este procedimento, a ser desenvolvido ao longo da pesquisa, visa ampliar os conhecimentos já adquiridos com a investigação teórica, e ajudar na compreensão de aspectos diretamente ligados à prática musical, que do contrário poderiam permanecer obscuros;
  5. registro textual e em diversas mídias dos resultados obtidos.

Desdobramentos

Um dos objetivos da presente pesquisa, já mencionado, é a edição das obras ainda em manuscritos. A partir desta etapa, realizaremos um levantamento de questões interpretativas, através de ensaios, concertos e possíveis gravações. Os resultados finais deverão ser disponibilizados através de publicações, em forma de artigos e/ou gravações em diversos suportes de mídia. Assim, acreditamos estarmos difundindo de forma mais ampla os conhecimentos produzidos.

Nossos estudos poderão acrescentar novos conhecimentos sobre o objeto da investigação, revelar aspectos dos processos interpretativos, além da performance musical, para o repertório brasileiro de concerto para sopros.

Considerando as lacunas que ainda existem na bibliografia/discografia musical brasileira, notadamente relacionadas ao objeto desta pesquisa, acreditamos que nosso trabalho possa gerar produção de conhecimento na subárea de Práticas Interpretativas/ Performance Musical.

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