Relações entre textura e orquestração a partir da análise da Promenade da suite Quadros em Exposição de Mussorgsky

Relações entre textura e orquestração a partir da análise da Promenade da suite Quadros em Exposição de Mussorgsky 📄
Daniel Moreira de Sousa

Resumo: A partir da comparação da versão original para piano da obra Promenade, da suíte Quadros em Exposição, de Modest Mussorgsky, e da versão orquestral realizada por Maurice Ravel, pretende-se discutir as transformações intertextuais, com foco na textura. Para esta análise textural são utilizadas duas propostas: Análise Particional (AP), desenvolvida por Gentil-Nunes e Carvalho  (2003), cuja elaboração se dá a partir da mediação entre a análise textural de Wallace Berry (1976) e a Teoria das Partições de Inteiros; e o Contorno Textural (MOREIRA, 2015) constituído através da abstração dos conceitos da AP em uma curva que expressa a complexidade textural de uma obra, utilizando conceitos da Teoria dos Contornos Musicais (MORRIS, 1987 e 1993). Ambas  análises fazem uso de ferramentas computacionais que, a partir da leitura de um arquivo MIDI, fornecem gráficos e informações precisas, o que facilita sua comparação e interpretação. São discutidos os aspectos teóricos das implicações texturais presentes na prática orquestral como forma de estruturar a composição musical sinfônica.

Palavras-chave: Textura musical. Análise particional. Contorno Textural. Orquestração.