Repertório camerístico brasileiro: texto e performance: séculos XIX e XX

Projeto de pesquisa
Ana Paula da Matta, docente responsável
Marcelo Verzoni, docente
Fernando Ernesto, doutorando
Marcelo Coutinho, doutorando
Eduardo Henrique, doutorando

Idioma para processo seletivo (Doutorado)
francês

Introdução

O desafio de refletir e produzir novas possibilidades de conhecimento dentro do campo da performance musical demanda a elaboração constante de proposições para vislumbrar a possibilidade de novas práticas e entendimentos. À medida em que os fazeres artísticos se incorporam cada vez mais ao meio acadêmico, vemos que os termos que configuram para uma definição em pesquisa artística ainda se encontram em processo de construção.

Na cultura ocidental, a definição do termo pesquisa e a maneira como sua realização é pensada estão ligados a tradições estabelecidas onde fatores como contexto histórico, social e ideológico estão em jogo (COESSENS, 2014). Dentro dessa cultura, fortemente orientada para a produção de conhecimento epistemológico, onde método e resultado devem ser claramente expostos para compreender a relação entre sujeito e seu objeto de análise, o ramo da pesquisa artística pode apresentar desafios para sua inserção nesta dinâmica e para sua própria compreensão e possibilidades de desenvolvimento. Diante disso, autores recentes sugerem que, para amplificar seu potencial, a área de pesquisa em artes deve elaborar estruturas próprias, em paralelo aos paradigmas científicos que prevaleceram até os tempos atuais (COESSENS, 2014), respeitando os sistemas de pesquisas que se mantém como referência de produção de saber.

Dentro dessa visão, Fortin e Gosselin (2014) apresentam uma abordagem sobre pesquisa em artes, a qual tem como ponto de partida a realização artística, compreendendo a combinação entre as partes teórica e prática do seu processo. Os autores ressaltam a importância que “[…] os artistas possuem saberes que são operacionais, mas que estão implícitos, e é desejável que eles sejam explicitados”. (FORTIN e GOSSELIN, 2014, p. 10).

Borgdorff (2012) ratifica tal ideia ao dizer que a pesquisa nas práticas artísticas deve levar em conta suas próprias marcas de experiências, uma vez que os conceitos, teorias, formas de compreensão e o fazer artístico propriamente dito estão entrelaçados, caracterizando um processo contínuo reflexivo. Assim, o artista-pesquisador deve buscar a articulação entre esse conhecimento intrínseco às práticas durante o processo criativo dos objetos artísticos em foco, pois, como o ser que vivencia a sua própria prática, detém as possibilidades mais amplas de exploração, investigação e definição.

Coessens (2014) reforça a importância da intuição, da experimentação, da observação, da interpretação e da comunicação para reportar um resultado que contribua para novos conhecimentos. Apenas mapear um objeto e estudá-lo isoladamente não constitui um método eficiente para completar todas as lacunas que a pesquisa em artes exige para a construção do conhecimento, pois, ao questionar o conteúdo da prática artística, é necessário colocar o objeto de estudo sob a perspectiva de diversos ângulos. A partir desa pluralidade, é possível abrir caminhos para novos conhecimentos que possam completar tais lacunas das práticas artística.

Tal perspectiva é entendida por Coessens como um prisma cuja reflexão do objeto possibilita uma gama de visões a partir de diversos ângulos. Como resultado, a implicação subjetiva da pesquisa artística se torna um campo que “abre caminhos de pesquisa que podem trazer novos conhecimentos, bem como alterar o conhecimento existente.” (COESSENS, 2014, p. 5). A autora ainda diz que a visão prismática, diferente da visão focada – aquela proporcionada por um binóculo – é capaz de trazer inúmeras fontes de saber para o campo das práticas artísticas, fortalecendo o universo da pesquisa artística. A autora ainda ressalta que:

O pesquisar artístico significa abrir um campo, até agora inexplorado, ou pelo menos que seja um campo não expresso, o que significa questionar as condições desse campo, incluindo o seu conteúdo e significado. (COESSENS, 2014, p. 2)

Assim, tais saberes operacionais ganham validade e qualidade na pesquisa através do envolvimento entre o artista e sua obra, pois, segundo Coessens, “nenhuma produção de conhecimento nas ciências humanas pode jamais ignorar ou negar o envolvimento de seu autor, enquanto um sujeito humano, em suas próprias circunstâncias”. (SAID apud COESSENS, 2014, p. 6). Dessa forma, entendemos que, na pesquisa artística, não há distância entre sujeito e objeto.

Objetivos

Geral

Esta pesquisa pretende fornecer à comunidade acadêmica em geral, especialmente àqueles que pesquisam e executam o repertório camerístico brasileiro do período em questão, novos referenciais que englobam o conceito de pesquisa artística para a performance musical.

Específicos

  • Revisão da literatura existente
  • Estudo das diferentes tendências estéticas presentes na música camerística brasileira dos Séculos XIX e XX, empreendendo abordagens analíticas em obras desse repertório, a fim de identificar seus elementos composicionais – os quais auxiliarão na melhor compreensão do texto musical – e fornecer manancial teórico para a construção da sua performance, na ótica da visão prismática. (COESSENS, 2014)
  • Pesquisa de manuscritos para elaboração de edições práticas e registros fonográficos
  • Circularidade e recepção das obras pesquisadas e as imbricações entre compositor, intérprete e obra, envolvendo as questões específicas da performance musical.

Justificativa

A relevância dessa pesquisa consiste em fornecer aos músicos e estudantes de música um manancial teórico-analítico capaz de auxiliar na construção da performance musical de uma  parcela substantiva do repertório camerístico dos séculos XIX e XX, abrangendo a recuperação e o registro fonográfico de um acervo de partituras que permanece inacessível e pouco executado. Tal repertório apresenta diversas tendências estéticas e constitui uma parcela de suma importância do cenário muscial brasileiro, gerando infinitas possibilidades artísticas.

As abordagens analíticas que envolvem a pesquisa artística possibilitam fornecer ao intérprete uma compreensão mais aprofundada do texto musical, visando recriá-lo de maneira mais coesa e madura, podendo ainda ser utilizada como ferramenta no preparo anterior ao seu estudo no instrumento. Dessa forma, uma pesquisa embasada sobre os elementos composicionais e estéticos das obras estudadas é ferramenta fundamental para a elaboração da execução musical. 

Entender a trajetória do repertório camerístico brasileiro dos Séculos XIX e XX e de suas mais diversas formas de representação torna-se fundamental para o intérprete. Além das questões essenciais que envolvem a necessária abordagem analítico-interpretativa, a valorização dos conhecimentos inerentes ao fazer musical do intérprete possibilitam emergir valores não explícitos, carregados de significados e expressividade, fundamentais para as atuais definições sobre a pesquisa artística.

Não menos importante, refletir sobre o repertório camerístico brasileiro do período em questão – envolvendo sua história, texto e práticas –, assume uma dimensão que ultrapassa os benefícios adquiridos nas reflexões técnicas e formais. Configura-se na oportunidade de  viabilizar o exercício da (re)criação artística e de dotar de mais referenciais e instrumentais interpretativos a histórica prática musical brasileira.

Referencial Teórico e Metodologia

Tendo como objeto obras musicais que envolvem diferentes estéticas e formações camerísticas, bem como a trajetória artística e social de seus agentes criadores, esta pesquisa envolve diversos campos epsitemológicos que transitam por conceitos como nação, identidades e práticas musicais.

Como pretende-se afastar de uma visão que tradicionalmente levaria a uma perspectiva essencialmente musicológica, teorias de Henk Borgdorff (2012), Kathleen Coessens (2014), Robin Nelson (2013), Nicholas Cook (2001), dentre outros, servirão de campo teórico para uma melhor compreensão das práticas interpretativas e a performance musical em uma conceituação mais ampla.

O conceito da pesquisa artística, o qual é apresentado por Borgdorff em The Conflict of the Faculties (2012) aponta três tipos básicos de pesquisa. Nela, o autor define a pesquisa em artes, quando não há a separação entre sujeito e objeto, sendo a prática artística componente essencial e resultado do processo (Borgdorff, 2012).

Kathleen Coessens também observa que “a arte não olha para o mundo através de binóculos, mas sim através de um prisma.” (2014, p.4). A oposição entre os conceitos de visão binocular e visão prismática se constitui um excelente ponto de partida para se entender a pesquisa artística, assim como a conceituação definida por Borgdorff (2012). O Orpheus Institute ratifica tal entendimento ao afirmar que “pesquisa artística é a pesquisa onde o artista faz a diferença” (apud Borgdorff, 2012, p. 73)

O desenvolvimento da pesquisa se dará da seguinte maneira:

  • Revisão bibliográfica; análise do conteúdo das obras a serem abordadas e coleta de dados referentes aos aspectos a serem estudados, abrangendo uma melhor identificação  dos elementos composicionias e estéticos do repertório abordado;
  • Estudo comparativo realizado a partir das informações recolhidas, abrangendo o levantamento de sugestões técnico-interpretativas, que auxiliarão diretamente na construção da performance musical;
  • Estudos para a preparação da performance musical;
  • Performance musical das obras a fim de complementar as informações adquiridas via estudos teóricos/analíticos. Este procedimento, a ser desenvolvido ao longo da pesquisa, visa ampliar os conhecimentos já adquiridos com a investigação teórica, bem como ajudar na compreensão de aspectos diretamente ligados à prática musical, que, do contrário, poderiam permanecer obscuros;
  • Registro textual e em diversas mídias dos resultados obtidos.

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