Autoria

A entrada, isto é, a palavra ou termo que dá início à referência, pode ser feita pelo autor(es) (pessoal ou entidade), ou pelo título.

Para indicação da forma correta de entrada de nomes pessoais e/ou entidades, deve ser utilizado o Código de catalogação Anglo-Americano.

Obs.: Quando se tratar de obras consultadas online, segue-se os procedimentos em descritos na página “Publicações eletrônicas”.

Obs.: No caso de arquivos eletrônicos acrescentar a respectiva extensão à denominação atribuída ao arquivo.

Autores pessoais

Pessoas físicas responsáveis pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de um documento e são indicados, de um modo geral, (ABNT, 2002).

Obras de um só autor

Indica-se o autor, de um modo geral, pelo último sobrenome, em caixa alta, seguido do(s) prenome(s) e outros sobrenomes, abreviados ou não.

Recomenda-se, tanto quanto possível, o mesmo padrão para abreviatura de nomes e sobrenomes, usados na mesma lista de referências.

Ex.:

CASTRO, C.M. A prática da pesquisa. São Paulo : Mc-Graw-Hill do Brasil, 1978. 156 p. 3.

Obras com até três autores

Indica-se os autores pelo último sobrenome, em caixa alta, seguido do(s) prenome(s) e outro(s) sobrenome(s) abreviados ou não. Os nomes devem ser separados por ponto e vírgula, seguido de espaço.

Ex:

DAVIS, G. B.; PARKER, C. A. Writing the doctoral dissertation: a systematic approach. New York: Barron’s Educational Series, 1979. 148 p.

Obras com mais de três autores

Menciona-se apenas o primeiro autor seguido da expressão et al.

Ex:

IUDÍCIBUS, S. de et al. Contabilidade introdutória. 6.ed. São Paulo: Atlas, 1983. 300 p.

Obs.: Em casos específicos de (projetos de pesquisa científica, indicação de produção científica em relatórios para órgãos de financiamento etc.), em que a menção de todos os nomes for necessária para certificar a autoria, é facultado indicar todos os nomes.

Entrada de autor pessoal

Em autoria pessoal, os autores devem ser referenciados como aparecem na obra. Quando necessário, para uniformização, é facultado o uso de apenas as iniciais dos prenomes, bem como adotar uma só forma de entrada para um autor cujo nome não se apresente de forma padronizada em suas obras.

Ex.:

BAUER, R. Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações. São Paulo: Atlas, 1999.

ASSIS, Machado de. O alienista. São Paulo: Ridel, 1994. 59 p.

(não ASSIS, Joaquim Maria Machado de)

Autores em língua espanhola

A entrada se faz com o sobrenome do meio seguido do último sobrenome, os dois em maiúscula, vírgula, espaço e o prenome.

Ex.:

ASTI VERA, A. Metodologia da pesquisa científica. Porto Alegre: Globo, 1973.

Autores com nomes orientais

Estes não são invertidos. Coloca-se a vírgula após o primeiro nome que aparece. Verifique antes se o nome não foi ocidentalizado.

Aparece na obra Sueji Takyia

SUEJI, Takiya

Nomes de autores da Antiguidade e da Idade Média

Neste caso, não ocorre a inversão, pois o segundo nome refere-se ao seu local de origem.

Ex.

HERÁCLITUS, Efesus

DANTE, Aleghiere

Obras publicadas sob pseudônimo

Deve ser adotada na referência a forma preferida pelo autor; caso esta não possa ser determinada, usa-se o pseudônimo tal qual aparece na publicação.

Ex.:

ATHAYDE, Tristão de. O Premodernismo. Rio de janeiro: J. Olympío, 1939. (Contribuição a História do Modernismo, v.1).

(e não LIMA, Alceu de Amoroso)

Obs.: Títulos de ordens religiosas, de formação profissional e de cargos ocupados pelo autor da obra não fazem parte do nome.

Sobrenomes que indicam parentesco

A entrada é feita pelo último sobrenome mais o sobrenome que indica o parentesco

Ex.:

PINTO FILHO, Rubens de.

CÂMARA JUNIOR, Joaquim Mattoso.

NUNES SOBRINHO, Francisco de Paula

ASSAF NETO, Alexandre.

Sobrenomes constituídos por substantivo + adjetivo

A entrada é feita pelo substantivo mais o adjetivo.

Ex.:

CASTELO BRANCO, Renato.

VILLAS BOAS, Newton

Sobrenome ligado por hífen

Ex.:

SCHIMIDT-NIELSEN, Knut.

Sobrenomes com prefixos

Ex.:

McDONALD, P.

O’CONNOR, John.

DE LUCA, Rosalia Regina.

DI FIORE, Mariano.

D’AMBROISIO, U.

LATAILLE, Y.

Nomes artísticos

• com apenas um componente

Ex.:

JAMELÃO

• nomes artísticos que não incluam sobrenomes, mas possuam elementos identificadores do seu lugar de origem, ocupação ou qualquer outra característica associada ao nome, terão entrada pelo prenome seguido pelo elemento identificador (tudo em caixa alta).

Ex.:

ZECA PAGODINHO

CARLOS CACHAÇA

PAULINHO DA VIOLA

JACOB DO BANDOLIN

• nomes artísticos compostos de dois ou mais prenomes têm entrada pela ordem direta em que aparece.

Ex.:

MARIA BETHANIA

ROBERTO CARLOS

• nomes artísticos compostos de nome e sobrenome têm a entrada invertida, como a regra geral de material bibliográfico.

Ex.:

HOLANDA, Chico Buarque de

VELOSO, Caetano

CAVALERA, Max

Em caso de coletâneas, envolvendo vários intérpretes, com vários compositores, a entrada é pelo título. Como, por exemplo, trilhas de novelas.

Quando tratar de uma obra com vários compositores e um intérprete, a entrada é feita por este;

Orquestras, conjuntos e corais etc., com nomes determinados, entram pelo seu nome na ordem direta.

Ex.:

MPB-4

CORAL DA UFRJ

THE BEATLES

ORCHESTRA OF THE ROYAL OPERA HOUSE CONVENTGARDEN

Tipos de responsabilidade

Quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra, em coletâneas de vários autores, a entrada deve ser feita pelo nome do responsável seguida da abreviação no singular e entre parênteses o tipo de participação (organizador, compilador, editor coordenador).

Ex.:

HOLANDA, Sergio Buarque de(Org.). Historia Geral da Civilização Brasileira. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1964.

Outros tipos de responsabilidade como: tradutor revisor, ilustrador etc. podem ser acrescentados após o título. Quando existirem mais de três nomes exercendo o mesmo tipo de responsabilidade aplica-se a recomendação do item 4.2.1.3

Ex.:

DANTE ALIGHIERE. A divina comédia. Tradução e prefácio e notas: Hernâni Donato. São Paulo: Círculo do livro, [1983]. 344 p.

CHEVALIER, Jean; GHEERBRANTE. Alain. Dicionário de símbolos. Tradução Vera da Costa e Silva et al. 3. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1990.

Obs.: Nestes casos deve-se respeitar o texto como aparece na página de rosto: Tradução de ou tradução: ou Traduzido por etc.

Autor entidade

As obras de responsabilidade de entidade (órgãos governamentais, empresas, associações, congressos, seminários etc.) têm entrada, de modo geral, pelo próprio nome, por extenso.

Ex.:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Boletim.

Quando a entidade tem uma denominação genérica, seu nome é precedido pelo nome do órgão superior, ou pelo nome da jurisdição geográfica a que pertence.

Ex.:

RIO DE JANEIRO (Estado) Secretaria do Meio Ambiente.

Quando a entidade, vinculada a um órgão maior, tem uma denominação específica que a identifica, a entrada é feita diretamente pelo seu nome.

Obs.: Nestes casos deve-se respeitar o texto como aparece na página de rosto: Tradução de ou tradução: ou Traduzido por etc.

Ex. :

COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR

e não

BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Comissão Nacional de Energia Nuclear.

Quando houver duplicidade de nomes, deve-se acrescentar no final a unidade geográfica que identifica a jurisdição, entre parêntese.

BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil)

BIBLIOTECA NACIONAL (Portugal)

Eventos (congressos, seminários, simpósios, conferências, exposições, encontros etc.) também são considerados autores, tendo a sua entrada pelo nome do evento.

Ex.:

CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA ALTERNATIVA, 2., 2001 Caldas Novas. Anais… Belo Horizonte: Sociedade Brasileira de Medicina Alternativa, 2001.

Quando houver dois ou mais eventos realizados simultaneamente, o tratamento é o mesmo para autores pessoas físicas, ou seja, devem vir separados por ponto e vírgula “;”

Ex.:

CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA ALTERNATIVA, 2., 2001 Caldas Novas; SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FITOTERAPIA, 1. 2001, Caldas Novas. Anais… Belo Horizonte: Sociedade Brasileira de Medicina Alternativa, 2001.

Autoria desconhecida

Em caso de autoria desconhecida, a entrada é feita pelo título. Só a primeira palavra significativa é grafada em caixa alta. O termo anônimo não deve ser usado em substituição ao nome do autor desconhecido.

Ex.:

GUIA da Ernst & Young: para desenvolver o seu plano de negócios. Rio de Janeiro: Record, 1987. 221 p.