Africanias

Andrea Albuquerque Adour da Camara, coordenadora
Babalawo Sandro Fatorere, membro externo (Afoxé Ómó Ifá)
Sônia Maria de Melo Queiroz, membro externo (UFMG)
Elisângela Santos, membro externo (CEFET)
Jonas dos Santos Maia, membro externo
Jonas Soares Lana, membro externo (PUC-RJ)
Lenine Alves dos Santos, membro externo (UNICAMP)
Ronal Xavier Silveira, membro externo (UFRJ)
Sergio Anderson de Moura Miranda, membro externo (UEMG)
Veruschka Bluhm Mainhard, membro externo (UFRJ)
Yeda Antonita Pessoa de Castro, membro externo (UNEB)
Alberto José Vieira Pacheco, docente
Frederico Machado de Barros, docente
Samuel Araujo, docente
Marcelo Henrique Andrade Coutinho, discente (doutorando)
Antonilde Rosa Pires, discente (mestranda)
Carlos Eduardo Fecher, discente (mestrando)
Daniel Salgado da Luz Moreira, discente (mestrando)
Filipe de Matos Rocha, discente (mestrando)
Jonas dos Santos Maia, discente (mestrando)
Ana Daniela dos Santos Rufino, discente (graduanda)
Eduardo Fonseca de Brito Lyra, discente (Ensino Médio)

O Grupo de Pesquisa Africanias propõe a compreensão da presença africana nos diferentes gêneros da música brasileira, através do estudo sistemático, contando com a participação de pesquisadores de diferentes áreas e instituições. Tal presença foi espargida, desde o século XVI, período em que o modelo econômico adotado por Portugal em sua colônia utilizou mão de obra escrava, submetendo os povos locais, chamados por seus colonizadores genericamente de índios e povos africanos, trazidos sobretudo da África sub-saariana.

O termo Africania foi assim explicitado por Yeda Pessoa de Castro: “designa o legado linguístico-cultural negroafricano … que se converteu em matrizes partícipes da construção de um novo sistema cultural e linguístico que, no Brasil, se identifica como brasileiro” .

Diversos povos africanos provenientes de diferentes etnias, línguas e culturas, que aqui se encontraram, entoaram seus cantos e construíram seus instrumentos, manifestando sua presença em sons no novo mundo. Desde o século XVI há documentos e relatos que apontam o encantamento provocado por esta cultura nos relatos dos viajantes. O encontro entre tais saberes e a música de origem europeia foi campo de interesse de diversos compositores, em diferentes gêneros e estilos musicais e possibilitou a composição de amplo repertório onde podemos perceber o eco da presença africana. Entretanto, este repertório é muitas vezes mal compreendido, em decorrência da dificuldade de compreensão do vocabulário e das tradições africanas que o cercam.

Instituições e Pesquisadores Parceiros

  • CEA (Centro de Estudos Africanos) da UFMG
    Pesquisadora Dra Sônia Queiroz (Faculdade de Letras – UFMG)
  • NEAB (Núcleo de Estudos Africanos) do CEFET
    Pesquisadora Dra. Elisângela Santos
  • Afoxé Ómó Ifá
    Pesquisador: Babalorixá Sandro Fatorere

Referências Bibliográficas

ANDRADE, Mario de. Aspectos da música brasileira. Belo Horizonte: Vila Rica, 1991.
BÂ, Amadou Hampaté.A tradição viva. In: KI-ZERBO, Josephet ali (Ed.). História da África. v. I: Metodologia e pré-história da África. São Paulo: UNESCO, 1980.

CASTRO, Yeda Pessoa de. Falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras; Topbooks, 2005.

KAGAME, Alexis. A percepção empírica do tempo e concepção da história no pensamentu bantu. In: As culturas e o tempo: estudos reunidos pela UNESCO por Paul Ricoeur e outros. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1975.

MACHADO FILHO, Aires da Mata.O negro e o garimpo em Minas Gerais. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1943.

MARTINS, Leda. Performances do tempo espiralar. In RAVETTI, Graciella, ARBEX, Márcia (org). Performance, exílio, fronteiras: errâncias territorias e textuais. Belo Horizonte, Pós-Graduação em Letras, Estudos Literários, UFMG, 2002.

MUKUNA, Kasadi wa. Contribuição bantu na música popular brasileira: perspecitvas etnomusicógicas. São Paulo: Terceira Margem, 2006.

QUEIROZ, Sônia. Pé preto no barro branco:a lingua dos negros da Tabatinga. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.

Africanias no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq

Africanias no Facebook