1. Programa

Fundado em 1980 como o primeiro Programa de Pós-Graduação em Música do país, em resposta ao anseio do Centro de Letras e Artes da UFRJ pelo desenvolvimento da pesquisa e reflexão na área, o Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Música da UFRJ acumula uma história de relevantes serviços prestados à pesquisa musical no Brasil. Seu pioneirismo e sua centralidade geográfica fizeram o Programa converter-se, ao longo de suas quatro décadas, completadas em 2020, em um dos importantes centros de formação de pesquisadores em música do país.

1.1 Missão, objetivos, proposta curricular do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ

1.1.1 Missão e objetivos gerais do PPGM-UFRJ*

A missão institucional do Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGM-UFRJ) consiste no desenvolvimento, de forma avançada e aprofundada, de pessoal qualificado para as atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação, através do fomento à formação de excelência para a pesquisa, e do aprofundamento da formação científica, cultural, artística e profissional na área de Música. Visando também à produção de conhecimento, o PPGM-UFRJ busca promover a reflexão crítica, teórica e metodológica sobre os campos da música, fomentar a produção científica, artística e sua divulgação, e incentivar práticas de cooperação e intercâmbio acadêmico no ensino e na pesquisa. A partir de sua história e situação geográfica e social particulares, que determinam a identidade do Programa, o PPGM-UFRJ tem como suas principais vocações e objetivos gerais:

a) A pesquisa em perspectiva histórica do acervo da instituição e de patrimônios materiais e imateriais brasileiros e ibero-americanos;

b) O estudo das práticas interpretativas e seus processos reflexivos nos contextos local, regional, nacional e internacional;

c) O estudo de técnicas e poéticas desenvolvidas em torno da criação musical local, regional, nacional e internacional;

d) A pesquisa e atuação participativa em contextos musicais urbanos, em âmbito local e regional;

e) A pesquisa e promoção de práticas educacionais inclusivas e integradoras em contextos locais e regionais.

* consoante o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRJ 2020-2024.

1.1.2 Objetivos específicos do PPGM-UFRJ

No curso de Mestrado Acadêmico, voltado ao aprofundamento da formação científica, cultural, artística e profissional, são objetivos específicos do PPGM-UFRJ possibilitar a aquisição de competências individuais para a pesquisa, a partir do domínio dos fundamentos básicos das áreas de concentração e linhas de pesquisa do Programa; no curso de Doutorado, o mais alto nível da educação superior, visando à formação para a pesquisa científica, cultural ou artística ampla e aprofundada e a capacitação para a docência na Graduação e na Pós-Graduação, são objetivos específicos do PPGM-UFRJ a capacitação para a docência na graduação e na Pós-Graduação stricto e lato sensu e a formação ampla e aprofundada do pesquisador e artista nos diversos setores da Música.

No âmbito maior do Programa, e observadas as particularidades dos dois níveis (Mestrado e Doutorado) em relação à formação em pesquisa, são objetivos específicos do PPGM-UFRJ:

a) Incentivar o desenvolvimento de projetos de pesquisa voltados à produção de conhecimento relevante e em sintonia com os grupos e linhas de pesquisa do Programa;

b) Fomentar estratégias de difusão, tanto na comunidade acadêmica quanto na sociedade como um todo, do patrimônio artístico-cultural registrado ou revelado pela pesquisa científica na área;

c) Incentivar a criação musical, o exercício profissional da música e do ensino da música, e a reflexão histórico-teórico-conceitual em suas diversas formas;

d) Colaborar para o desenvolvimento social e cultural nos âmbitos local, regional, nacional e internacional, através do impacto, em suas diversas formas, das produções de seus corpos docente, discente e de egressos.

1.1.3 Proposta curricular do PPGM-UFRJ

1.1.3.1 Áreas de concentração, linhas de pesquisa e projetos em andamento

O PPGM-UFRJ contempla três áreas de concentração: “Educação Musical”, “Musicologia” e “Processos Criativos”, englobando cinco linhas de pesquisa no total. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/areas-de-concentracao/)

A. Área de concentração “Educação Musical”

Tem como objeto o estudo das relações entre música e educação, entendidas como instâncias de criação de conhecimentos e como agentes transformadores de qualidade de vida sociocultural e individual, em quaisquer espaços de ocorrência do fenômeno musical, através de pesquisa científica e produção bibliográfica e artística, incluindo dissertação (Mestrado Acadêmico) ou tese (Doutorado). Dentro da área desenvolve-se uma linha única.

A.1 Linha de pesquisa “Música, Educação e Diversidade”

Estudos em educação musical voltados para a promoção da diversidade e interação social, entendidos em sentido amplo, e comprometidos com a transformação da qualidade de vida sociocultural e individual. Projetos em andamento na linha de pesquisa ao final do quadriênio 2017-2020 (considerando a alteração do calendário acadêmico 2020 na UFRJ, cujo encerramento deu-se em 23 abr. 2021; ver “6. Impacto do COVID nas ações do programa): “Educação musical na diversidade: o processo criativo coletivo e o empoderamento da pessoa em sofrimento psíquico” (responsável: Profa. Dra. Thelma Beatriz Sydenstricker Alvares) e “Musicalidade Abrangente na pós-modernidade: processos integrados de produção, transmissão e aquisição de conhecimento musical em situações formais, não-formais e informais de ensino e aprendizagem” (responsável: Prof. Dr. Sergio Luís de Almeida Alvares), ambos vinculados ao grupo de pesquisa “Educação Musical, Musicalidade Abrangente e Diversidade Cultural” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6674168895840192)

B. Área de concentração “Musicologia”

Tem como objeto de estudo os saberes e fazeres musicais, em suas diversas dimensões e manifestações, com ênfase histórica, antropológica, sociológica, política, teórica, analítica, crítica ou interdisciplinar, proporcionando o desenvolvimento da capacidade de reflexão, discussão e contextualização da música em diversas tradições e culturas, através de pesquisa científica e produção bibliográfica, incluindo dissertação (Mestrado Acadêmico) ou tese (Doutorado). Dentro da área, desenvolvem-se duas linhas de pesquisa.

B.1 Linha de pesquisa “Etnografia das Práticas Musicais”

Abordagem etnográfica e histórica do fazer musical, enfatizando as relações entre as práticas acústicas e as demais expressões das sociedades humanas. Projetos em andamento na linha de pesquisa ao final do quadriênio 2017-2020 (considerando a alteração do calendário acadêmico 2020 na UFRJ): “Música, interesse público e justiça social” (responsável: Prof. Dr. Samuel Mello Araújo Junior, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq Nível 1B, em andamento) e “Práticas de interlocução e registro etnográfico sobre o trabalho com música” (responsável: Prof. Dr. Jose Alberto Salgado e Silva, em andamento), ambos vinculados ao grupo de pesquisa “Laboratório de Etnomusicologia” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/531838)

B.2 Linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-Americana”

Voltada ao estudo da música brasileira e ibero-americana em seus aspectos históricos, sociológicos, antropológicos, políticos, culturais e analítico-musicais, com ênfase na investigação documental, construção e na crítica historiográfica. Projetos em andamento na linha de pesquisa ao final do quadriênio 2017-2020 (considerando a alteração do calendário acadêmico 2020 na UFRJ): “Africanias: a música vocal brasileira e a relação Brasil-África” (responsável: Profa. Dra. Andrea Albuquerque Adour da Câmara, concluído em 25 fev. 2021) e seu desenvolvimento, “Africanias: a música vocal brasileira e ibero-americana” (responsável: Profa. Dra. Andrea Albuquerque Adour da Câmara, em andamento), vinculados ao grupo de pesquisa “Africanias” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9708922482557392 e http://africaniasufrj.com.br/); “A música alemã no Brasil, 1870-1945. ideias – funções – transferências” (responsável: Prof. Dr. João Vicente Vidal; concluído em 31 dez. 2020) e “Música brasileira dos séculos XIX e XX: práticas composicionais em perspectiva histórico-analítica” (responsável: Prof. Dr. João Vicente Vidal, em andamento), ambos vinculados ao grupo de pesquisa “Música Brasileira em Perspectiva (MBP) – Práticas comuns dos séculos XVIII ao XX” (grupo de pesquisa criado em 2020, ver https://ppgm.musica.ufrj.br/musica-brasileira-em-perspectiva/); “Cravistas estrangeiros no Rio de Janeiro do século XX” (responsável: Prof. Dr. Marcelo Moraes Rego Fagerlande; concluído em 31 dez. 2020); “O violão no Rio de Janeiro: o olhar para a trajetória social” (responsável: Profa. Dra. Marcia Ermelindo Taborda, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq Nível 2, concluído em 23 fev. 2021), vinculado ao grupo de pesquisa “NEV – Núcleo de Estudos do Violão” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/694973); “Patrimônio Musical: práticas, representações e políticas públicas” (responsável: Profa. Dra. Maria Alice Volpe Duprat, em andamento), vinculado ao grupo de pesquisa “Novas Musicologias” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5079825233036337).

C. Área de concentração “Processos Criativos”

Tem como objeto de estudo a produção do discurso musical, a partir de experiências composicionais, interpretativas, performáticas, da realização do objeto musical em meios e suportes videofonográficos, da construção da escuta e dos estudos em tecnologia musical, proporcionando o desenvolvimento da capacidade de reflexão, discussão e contextualização da produção musical original e tradicional, bem como de sua performance e difusão, através de produção artística, pesquisa e produção bibliográfica, incluindo dissertação (Mestrado Acadêmico) ou tese (Doutorado). Dentro da área, desenvolvem-se duas linhas de pesquisa.

C.1 Linha de pesquisa “Práticas Interpretativas e seus Processos Reflexivos”

Pesquisa da prática interpretativa musical e de seus processos reflexivos, enfocando o pensamento atrelado à ação, para a construção do conhecimento da prática artística e de suas relações com experiências de natureza histórica, pedagógica e criativa. Projetos em andamento na linha de pesquisa ao final do quadriênio 2017-2020 (considerando a alteração do calendário acadêmico 2020 na UFRJ): “A canção brasileira urbana: origens e práticas” (responsável: Prof. Dr. Alberto José Vieira Pacheco, em andamento), vinculado ao grupo de pesquisa “Polo Caravelas Brasil” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/0017180942236894 e https://www.caravelas.com.pt/); “A prática interpretativa no domínio do conhecimento histórico” (responsável: Profa. Dra. Marcia Ermelindo Taborda, concluído em 23 fev. 2021), vinculado ao grupo de pesquisa “NEV – Núcleo de Estudos do Violão” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/1743478563114222); “Expressão musical: aspecto cinético como recurso na performance” (responsável: Profa. Dra. Midori Maeshiro, concluído em 25 fev. 2021) e seu desenvolvimento, “Expressão e criatividade musical: a interação mente-corpo na performance” (responsável: Profa. Dra. Midori Maeshiro, em andamento), vinculados ao grupo de pesquisa “Cognição Musical em Processos Criativos – CMPC” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5670581901888532); “Música brasileira para cordas dedilhadas: produção, pesquisa e interpretação” (responsável: Prof. Dr. Paulo Henrique Loureiro De Sá, em andamento); “Música brasileira para instrumentos de sopro: história, texto e práticas interpretativas” (responsável: Prof. Dr. Aloysio Moraes Rego Fagerlande, concluído em 31 dez. 2020) e seu desenvolvimento, “Música brasileira para instrumentos de sopro: texto e performance – séculos XX e XXI” (responsável: Prof. Dr. Aloysio Moraes Rego Fagerlande, em andamento); “Performance e sonoridade coral” (responsável: Profa. Dra. Maria José Chevitarese de Souza Lima, em andamento); “Performance musical: aspectos cognitivos e pedagógicos” (responsável: Prof. Dr. Marcos Vinício Cunha Nogueira, concluído em 11 fev. 2021) e seu desenvolvimento, “O ato da performance musical: processos mentais e prática pedagógica” (responsável: Prof. Dr. Marcos Vinício Cunha Nogueira, em andamento), vinculados ao grupo de pesquisa “Cognição Musical em Processos Criativos – CMPC” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5670581901888532); “O repertório brasileiro camerístico e para piano solo dos séculos XX e XXI: considerações técnico-interpretativas para a construção da performance musical” (responsável: Profa. Dra. Ana Paula da Matta Machado Avvad, concluído em 18 dez. 2020) e seu desenvolvimento, “Repertório camerístico brasileiro: texto e performance: séculos XIX e XX” (responsável: Profa. Dra. Ana Paula da Matta Machado Avvad, em andamento); “Performance musical colaborativa no século XXI: abordagens e perspectivas” (responsável: Prof. Dr. Pedro Sousa Bittencourt, em andamento), vinculado ao grupo de pesquisa “Performance Hoje” (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/performance-hoje/); e “Polirritmia na performance pianística: aspectos conceituais e cognitivos” (responsável: Profa. Dra. Sara Cohen, concluído em 27 nov. 2020).

C.2 Linha de pesquisa “Poéticas da Criação Musical”

Estudos relacionados aos processos criativos em música e aos processos de significação do objeto musical, propiciando a emergência de novos modelos e abordagens do conhecimento em composição musical e sonologia, que conjuguem pesquisa e produção artística. Projetos em andamento na linha de pesquisa ao final do quadriênio 2017-2020 (considerando a alteração do calendário acadêmico 2020 na UFRJ): “A poética da mente musical: imaginação, sentido e cognição incorporada” (responsável: Prof. Dr. Marcos Vinício Cunha Nogueira, em andamento), vinculados ao grupo de pesquisa “Cognição Musical em Processos Criativos – CMPC” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5670581901888532); “Abordagens sistemáticas de aspectos estruturais em música popular” (responsável: Prof. Dr. Carlos de Lemos Almada, em andamento) e “Sistematização de processos composicionais fundamentados nos princípios da Grundgestalt e da Variação Progressiva” (responsável: Prof. Dr. Carlos de Lemos Almada, em andamento), vinculados ao grupo de pesquisa “MusMat” (ver http://musmat.org/); “Superfície e estrutura em aplicações da Análise Particional” (responsável: Prof. Dr. Pauxy Gentil Nunes Filho, em andamento); “Mousiké: um princípio de articulação do conhecimento desde a música”, vinculado ao grupo de pesquisa “Música, Educação Poética e Pensamento” (responsável: Prof. Dr. Antonio Jose Jardim e Castro, em andamento), vinculado ao grupo de pesquisa “Música, Educação Poética e Pensamento” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9629474031004740); “Poéticas da música eletroacústica brasileira” (responsável: Prof. Dr. Rodrigo Cicchelli Velloso, concluído em 5 mar. 2021) e “Conservação e inovação nas poéticas musicais contemporâneas” (responsável: Prof. Dr. Rodrigo Cicchelli Velloso, em andamento), vinculados ao grupo de pesquisa “Oficina de Música Contemporânea” (ver http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9354603441876664); “Música, som e ritmo: atualizando a Zoophonie de Hercule Florence” (responsável: Prof. Dr. Rodolfo Caesar, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq Nível 1C, concluído em 31 dez. 2020) e seu desenvolvimento “As escutas: o som, o ritmo e as materialidades” (responsável: Prof. Dr. Rodolfo Caesar, em andamento) vinculados ao grupo de pesquisa “Ritmo, Corpo e Som”; e “Desenvolvimento de sistemas composicionais” (responsável: Prof. Dr. Liduino Jose Pitombeira de Oliveira, em andamento), vinculado ao grupo de pesquisa “MusMat” (ver http://musmat.org/).

1.1.3.2 Disciplinas do PPGM-UFRJ

As disciplinas obrigatórias e eletivas do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ, organizados do ponto de vista formal no contexto das áreas de concentração e em sua vinculação particular com as linhas de pesquisa subordinadas, são em sua maior parte, do ponto de vista do conteúdo, vinculadas a grupos de pesquisa e projetos em andamento no Programa. Disciplinas obrigatórias, de caráter formativo, abordam campos abrangentes, relacionando-se aos fundamentos da área de concentração; disciplinas eletivas, por sua vez, voltam-se a conteúdos específicos ligados ao trabalho em curso nos projetos de pesquisa, abrangendo temas emergentes e inovadores com propiciem uma expansão de perspectivas aos alunos. Todas as disciplinas admitem em suas turmas, além dos alunos de Mestrado Acadêmico e Doutorado do PPGM-UFRJ, alunos do Mestrado Profissional do Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da Escola de Música (PROMUS-UFRJ), alunos de outros programas credenciados pelo órgão competente do Ministério da Educação e alunos externos (especiais). Bibliografia e ementas das disciplinas do PPGM-UFRJ são periodicamente objeto de atualização.

As disciplinas têm formato variado (seminários, estágios, atividades artísticas, recitais e defesas de produção artística, e atividades complementares específicas, além da atividade de orientação em si), sendo a sua condução, entre outras razões em decorrência da vinculação temática e metodológica ao trabalho desenvolvido no âmbito dos grupos e projetos de pesquisa em andamento do Programa, confiada a um orientador principal ou a um grupo de orientadores ligados a tais grupos e projetos. Colabora para isso o fato de parte do corpo discente ser oriunda dos projetos de Iniciação Científica desenvolvidos em nível de graduação no âmbito de projetos do PPGM-UFRJ, já tendo assim uma inserção no contexto dos projetos. Parte importante deste mesmo processo de inserção do aluno no ambiente de pesquisa é o conjunto de atividades complementares oferecido pelo Programa (participação em congressos, simpósios, seminários e colóquios de pesquisa), que frequentemente resultam na publicação de trabalhos vinculados a seus projetos de pesquisa.

A. Disciplinas obrigatórias

As disciplinas obrigatórias do PPGM-UFRJ Metodologia da Pesquisa, Seminários (em dois segmentos) e Seminários Avançados (em dois segmentos) formam o campo ligado à área de concentração e abordando conteúdos de maior abrangência, correspondentes aos fundamentos dos projetos de pesquisa. Diretamente relacionada aos objetivos formativos mais amplos do Programa, a disciplina obrigatória Estágio Docente Supervisionado é realizada na Unidade em módulo único, com o acompanhamento das aulas do professor orientador na Graduação e a regência de turma, pelo pós-graduando, de 25% (no caso de Mestrado) ou 75% (no caso do Doutorado) da carga horária total do semestre A partir do segundo período do seu curso o discente está habilitado a se inscrever na disciplina, tendo seu orientador como professor responsável. Após a divulgação do quadro de disciplinas de Graduação da Escola para o período letivo seguinte, o discente combina com o orientador a definição da disciplina mais próxima de seu trabalho de pesquisa, cabendo ao orientador ou à coordenação do Programa formalizar o pedido ao professor da disciplina do curso de Graduação. Ao término do semestre o orientador encaminha um relatório das atividades do discente, onde detalha seu envolvimento e seus resultados. O contato direto com alunos de Graduação desafia os discentes pós-graduandos a refletir sobre questões artísticas e acadêmicas problematizadas pelos graduandos. O Estágio Docente Supervisionado tem despertado, muitas vezes, o interesse dos pós-graduandos pela prática da docência, levando à participação em processos de seleção em instituições de ensino superior.

B. Disciplinas eletivas

As disciplinas eletivas do PPGM-UFRJ, por outro lado, têm por foco conteúdos específicos, ligados diretamente ao trabalho contínuo de pesquisa em curso nos projetos, abrangendo temas emergentes e inovadores, visando a abertura de horizontes e perspectivas para os alunos. Tomam a forma, no PPGM-UFRJ, de Tópicos Especiais, de conteúdo variável e sempre vinculado às pesquisas em andamento no Programa, e disciplinas isoladas vinculadas a linhas de pesquisa.

C. Atividades complementares

As atividades complementares (participação em congressos, simpósios, seminários e colóquios de pesquisa vinculada a produção intelectual) são parte importante do processo de inserção do aluno no ambiente de pesquisa e resultam necessariamente na publicação de trabalhos vinculados aos projetos de pesquisa dos quais participam.

D. Participação de professores convidados externos nas disciplinas do PPGM-UFRJ

Um importante aspecto da estrutura curricular desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ a partir do Triênio 2010-2013, e responsável pela significativa expansão e qualificação da produção docente e discente que se observa hoje no Programa, foi a consolidação de grupos de pesquisa de nítido corte disciplinar a partir dos quais projetos de pesquisa de maior especificidade passaram a ser desenvolvidos, levando assim ao fortalecimento do diálogo com a produção de conhecimento na área. Por outro lado, o início do Doutorado no âmbito do PPGM-UFRJ em 2015, com a exigência de compartilhamento de Disciplinas obrigatórias da grade curricular com pesquisadores externos, em geral também colaboradores dos grupos de pesquisa do Programa, propiciou o contato de alunos com especialistas de outros centros e assim com conteúdos de pesquisas desenvolvidas em diálogo com o PPGM-UFRJ. Com o mesmo efeito integrador, diversas disciplinas do Mestrado e Doutorado foram ministradas nos últimos anos por professores convidados (isto é, externos ao Programa).

Em 2017, o PPGM-UFRJ ofereceu disciplinas com os seguintes professores convidados: Prof. Dr. Luiz Paulo Sampaio, Prof. Dr. Carlos Alberto Figueiredo, Prof. Dr. Marcelo Carneiro e Prof. Dr. Alexandre Fenerich (UNIRIO); Profa. Dra. Helen Jardim (Colégio Pedro II); Prof. Dr. Carlos Volotão (IME); Prof. Dr. José Augusto Mannis (UNICAMP); Profa. Dra. Aline Couri (EBA-UFRJ); Profa. Dra. Analu Cunha (UERJ). Já em 2018, com os professores convidados: Profa. Dra. Analu Cunha (UERJ); Prof. Dr. Fernando Morais da Costa (UFF); Prof. Dr. Cesar Maia Buscácio (UFOP); Prof. Dr. José Augusto Mannis (UNICAMP); Prof. Dr. Alexandre Fenerich, Profa. Dra. Carole Gubernikoff, Profa. Dra. Erica Giesbrecht, Inês Rocha, Profa. Dra. Maya Lemos, Prof. Dr. Vincenzo Cambria (UNIRIO); Prof. Dr. André Luiz Gonçalves de Oliveira (UNOESTE); Prof. Dr. Ricardo Ballestero (USP). Em 2019, o PPGM-UFRJ ofereceu disciplinas com os professores convidados: Profa. Dra. Patrícia Teixeira dos Santos (UNIFESP), Prof. Dr. Álvaro Neder (UNIRIO), Prof. Dr. Vincenzo Cambria (UNIRIO) e Prof. Dr. Giulio Draghi (UFRJ). Em 2020, o PPGM-UFRJ ofereceu disciplinas com os professores convidados externos: Prof. Dr. Alexandre Rachid (UFRJ), Prof. Dr. Hugo Carvalho (Instituto de Matemática e PPG de Estatística da UFRJ), Profa. Dra. Stefanella Boatto (Instituto de Matemática da UFRJ), Prof. Dr. Petrucio Viana (Coppe-UFRJ), Prof. Dr. Nei Rocha (Instituto de Matemática da UFRJ), Prof. Dr. Rodolfo Coelho de Sousa (USP). Em função da pandemia da COVID-19, as atividades pedagógicas presenciais foram suspensas na segunda quinzena de março de 2020, tendo sido porém plenamente restabelecidas por via remota – com plena atuação do corpo docente do Programa e dos professores convidados citados – no início de agosto do mesmo ano, dentro do calendário oficial da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) da UFRJ, com encerramento deste último ano letivo do quadriênio de avaliação em 23 de abril de 2021 (ver “6. Impacto do COVID nas ações do programa”).

1.1.3.3 Curso de Mestrado Acadêmico

A. Módulos

A.1 Primeiro módulo

No primeiro módulo, com duração de 12 meses, o aluno cumpre créditos em disciplinas obrigatórias e eletivas, preparando-se para o exame de qualificação, que ocorre no final desta etapa ou no início da segunda etapa, de acordo com o andamento da pesquisa. É uma fase de aquisição de conteúdos, técnicas e fundamentos, visando a potencialização e o refinamento do trabalho de pesquisa individual, já em contato com o orientador. O exame de qualificação é julgado por uma banca composta por três Doutores, sendo pelo menos um externo ao Programa.

A.2 Segundo módulo

No segundo módulo, com a pesquisa já aprovada no exame de qualificação, o aluno passa os 12 meses restantes cursando disciplinas mais específicas ao seu projeto e preparando a dissertação e a defesa. É uma fase de interação mais intensa com o orientador, e eventual coorientador, e quando o aluno é instado a participar de congressos e publicar artigos referentes ao seu trabalho. A banca de defesa é composta por três Doutores, sendo pelo menos um externo ao Programa.

(ver https://ppgm.musica.ufrj.br/fluxogramas-do-mestrado/)

B. Aproveitamento de créditos

Os alunos do curso de Mestrado Acadêmico do Programa têm a possibilidade, em seu currículo atual, de aproveitar até 180 (cento e oitenta) horas de atividades acadêmicas equivalentes, relacionadas à área de concentração do seu curso, de cursos anteriores, concluídos ou não, e de disciplinas isoladas, cursadas no próprio Programa ou em outros programas da UFRJ ou de outra instituição, desde que a carga horária transferida seja relativa a curso de mesma nomenclatura ou de área afim.

C. Estrutura do curso

C.1 Disciplinas obrigatórias (210 horas):

a) Seminários I e II (total de 90 horas)

b) Metodologia da Pesquisa em Música (45 horas)

c) Estágio Docente Supervisionado – Mestrado (30 horas)

d) Preparação de Exame de Qualificação (15 horas)

e) Orientação de Dissertação de Mestrado I (30 horas)

C.2 Disciplinas eletivas (ao menos 150 horas):

a) Seminários (no Programa e em outros PPGs)

b) Tópicos Especiais (no Programa e em outros PPGs)

c) Outras disciplinas (no Programa e em outros PPGs)

(ver https://ppgm.musica.ufrj.br/disciplinas-mestrado/)

D. Atividades Complementares*

a) Atividades Complementares I (correspondendo a 15 horas de atividades acadêmicas): apresentação de pôsteres aceitos pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins; apresentação artística de conjunto, aceita pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins, com publicação do texto (bibliográfico) do trabalho em anais; participação no Colóquio de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ (evento anual), com apresentação oral de trabalho e publicação do mesmo em anais.

b) Atividades Complementares II (correspondendo a 30 horas de atividades acadêmicas) e Atividades Complementares III (correspondendo a 30 horas de atividades acadêmicas): apresentação de comunicações orais de artigos aceitos pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins, com publicação em anais; apresentação artística solo aceita pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins, com publicação do texto (bibliográfico) do trabalho em anais; orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de Graduação (correspondendo a 30 horas de atividades acadêmicas.

c) Atividades Complementares IV (correspondendo a 45 horas de atividades acadêmicas) e Atividades Complementares V (correspondendo a 45 horas de atividades acadêmicas): publicação de trabalhos em livros e periódicos indexados; produção artística qualificada nos três estratos superiores estabelecidos pelo órgão avaliador do Ministério da Educação (MEC).

* Produção intelectual orientada, isto é, necessariamente vinculada ao projeto de pesquisa ao qual o aluno está vinculado.

1.1.3.4 Curso de Doutorado

A. Módulos

A.1 Primeiro módulo

No primeiro módulo, com duração de 24 meses, o aluno cumpre créditos em disciplinas obrigatórias e eletivas, preparando-se para o exame de qualificação, que ocorre no final desta etapa ou no início da segunda etapa, de acordo com o andamento da pesquisa. É uma fase de aquisição de conteúdos, técnicas e fundamentos, visando a potencialização e o refinamento do trabalho de pesquisa individual, já em contato com o orientador. O exame de qualificação é julgado por uma banca composta por três Doutores, sendo pelo menos um externo ao Programa.

A.2 Segundo módulo

No segundo módulo, com a pesquisa já aprovada no exame de qualificação, o aluno passa os 24 meses restantes cursando disciplinas mais específicas ao seu projeto e preparando a tese para a defesa. É uma fase de interação mais intensa com o orientador, e eventual coorientador, e quando o aluno é instado a participar de congressos e publicar artigos referentes ao seu trabalho. A banca de defesa é composta por cinco Doutores, sendo pelo menos dois externos ao Programa.

(ver https://ppgm.musica.ufrj.br/fluxogramas-do-mestrado/ (rolar a página))

B. Aproveitamento de créditos

Os alunos do curso de Doutorado têm a possibilidade, em seu currículo atual, de aproveitar até 240 (duzentos e quarenta) horas de atividades acadêmicas equivalentes, relacionadas à área de concentração do seu curso, de cursos anteriores, concluídos ou não, e de disciplinas isoladas, cursadas no próprio Programa ou em outros programas da UFRJ ou de outra instituição, desde que a carga horária transferida seja relativa a curso de mesma nomenclatura ou de área afim.

C. Estrutura do curso

C.1 Disciplinas obrigatórias (210 horas):

a) Seminários Avançados I e II (90 horas)

b) Preparação de Exame de Qualificação (30 horas)

c) Estágio Docente Supervisionado (30 horas)

d) Orientação de Tese de Doutorado I e II (60 horas)

C.2 Disciplinas eletivas (ao menos 270 horas)*:

a) Seminários (no Programa e em outros PPGs)

b) Tópicos Especiais (no Programa e em outros PPGs)

c) Outras disciplinas (no Programa e em outros PPGs)

* Em 2020, foram criadas no âmbito do curso de Doutorado as disciplinas eletivas “Prática Interpretativa Avançada I e II”, voltadas à prática avançada de repertório de livre escolha com estudo da respectiva bibliografia, tendo como objetivo potencializar os recursos técnico-artísticos relacionados à pesquisa do discente (disciplinas de tutoria individual de preparação de Recital de Doutorado I e II, de acordo com a pertinência temática da atividade de pesquisa do discente).

(ver https://ppgm.musica.ufrj.br/disciplinas-doutorado/)

D. Atividades Complementares*

a) Atividades Complementares I (correspondendo a 15 horas de atividades acadêmicas): apresentação de pôsteres aceitos pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins; apresentação artística de conjunto, aceita pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins, com publicação do texto (bibliográfico) do trabalho em anais; participação no Colóquio de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ (evento anual), com apresentação oral de trabalho e publicação do mesmo em anais.

b) Atividades Complementares II (correspondendo a 30 horas de atividades acadêmicas) e Atividades Complementares III (correspondendo a 30 horas de atividades acadêmicas): apresentação de comunicações orais de artigos aceitos pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins, com publicação em anais; apresentação artística solo aceita pelos conselhos científicos de Congressos e eventos afins, com publicação do texto (bibliográfico) do trabalho em anais; orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de Graduação (correspondendo a 30 horas de atividades acadêmicas.

c) Atividades Complementares IV (correspondendo a 45 horas de atividades acadêmicas) e Atividades Complementares V (correspondendo a 45 horas de atividades acadêmicas): publicação de trabalhos em livros e periódicos indexados; produção artística qualificada nos três estratos superiores estabelecidos pelo órgão avaliador do Ministério da Educação (MEC).

* Produção intelectual orientada, isto é, necessariamente vinculada ao projeto de pesquisa ao qual o aluno está vinculado.

1.1.3.5 Integração com a Graduação

A Escola de Música da UFRJ possui na Graduação em 2019 cerca de 462 alunos ativos, distribuídos em curso de Licenciatura e 26 cursos de Bacharelado: a) instrumentos de orquestra (flauta, oboé, clarineta, saxofone, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, harpa, percussão, violino, viola, violoncelo e contrabaixo); b) instrumentos de teclado e corda dedilhada (piano, órgão, cravo, violão, bandolim, cavaquinho); c) canto; d) composição, regência coral, regência orquestral, regência de banda.

Todos os docentes do Programa ministram disciplinas nos cursos de Graduação, com carga horária semanal média de 12 horas-aula. Por esta razão, as disciplinas de Graduação frequentemente refletem diretamente o conteúdo desenvolvido em projetos de pesquisa do PPGM-UFRJ, com material didático original e alunos trabalhando em espaços fora da sala de aula, nos encontros periódicos dos grupos de pesquisa (eventualmente com o uso de aplicativos digitais ou material didático desenvolvidos por grupo do Programa). Possibilitando sua integração com a Graduação, tal aproximação acaba por estimular o ingresso de participantes externos nos grupos de pesquisa.

Além das aulas em si, a integração do PPGM-UFRJ com a Graduação ocorre em oito modalidades: atividades dos grupos de pesquisa; Disciplinas compartilhadas entre PPGM-UFRJ e graduação; iniciação científica; colóquios de pesquisa; projetos de extensão; e estágios docentes.

A. Grupos de pesquisa

Os grupos de pesquisa do PPGM-UFRJ invariavelmente incluem alunos de graduação em suas atividades. Isto leva não só a uma interação direta entre discentes de graduação e pós-graduação, que trabalham lado a lado nas atividades de pesquisa, como também na qualificação dos alunos ingressantes no Mestrado, que já trazem em sua bagagem a experiência de publicações em anais de eventos ou até mesmo de artigos em periódicos, além de já estarem familiarizados com o referencial teórico dos projetos. Reuniões dos grupos de pesquisa do PPGM-UFRJ ocorrem, geralmente, nos Laboratórios do Programa, espaços concebidos para o desenvolvimento de suas atividades (dinâmica afetada pela pandemia da COVID-19, que levou as mesmas atividades a serem desenvolvidas em ambiente virtual), muitos dos eventos científicos promovidos por docentes do Programa caracterizando-se como consequência lógica das atividades neles desenvolvidas.

O PPGM-UFRJ conta com 13 (treze) grupos de pesquisa em atividade: 1) “Africanias”; 2) “Cognição Musical em Processos Criativos (CMPC)”; 3) “Educação Musical, Musicalidade Abrangente e Diversidade Cultural”; 4) “Laboratório de Etnomusicologia”; 5) “Música Brasileira em Perspectiva (MBP) – Práticas comuns dos séculos XVIII ao XX” (criado em 2020); 6) “Música, Educação Poética e Pensamento”; 7) “MusMat”; 8) “NEV – Núcleo de Estudos do Violão”; 9) “Novas Musicologias”; 10) “Oficina de Música Contemporânea”; 11) “Performance Hoje”; 12) “Polo Caravelas Brasil”; 13) “Ritmo, Corpo e Som”.

B. Disciplinas compartilhadas

Todas as disciplinas optativas do PPGM-UFRJ são compartilhadas com alunos externos, em regime especial, e com alunos do curso de graduação, em geral no final de curso e com participação em projetos de Iniciação Científica. Em 2020, foram oferecidas 27 (vinte e sete) turmas de disciplinas obrigatórias e eletivas e 78 (setenta e oito) turmas de disciplinas de orientação, cobrindo todas as linhas de pesquisa – em função da pandemia da COVID-19 e a partir das recomendações das instâncias superiores da UFRJ, todas as disciplinas foram ministradas por via remota. Grande parte das disciplinas contam também com a participação de professores de outras unidades ou instituições, convidados para compartilhar pesquisas e trazer experiências de outros PPGs.

C. Iniciação Científica

O PPGM-UFRJ tem fomentado o desdobramento dos projetos de grupos de pesquisa de pós-graduação em projetos de iniciação científica na graduação. A adesão ainda é minoritária, mas os resultados de alguns grupos, como “Africanias”, “Laboratório de Etnomusicologia”, “MusMat”, “Novas Musicologias” e “Polo Caravelas”, por exemplo, são expressivos, em termos de produção acadêmica, tanto bibliográfica (publicações, participação em Congressos) e em termos de produção de eventos (participação em cursos de extensão ou em eventos artísticos).

D. Colóquios de Pesquisa

O PPGM-UFRJ realiza anualmente o Colóquio de Pesquisa do PPGM-UFRJ, onde alunos, docentes e pesquisadores do Programa e de instituições externas compartilham progressos das pesquisas, contando também com a participação de docentes e discentes dos cursos de graduação, com o intuito de fortalecer a integração entre os diversos segmentos da Unidade. Em sua décima nona edição comemorativa dos 40 anos de criação do Programa em 1980 e realizada ao final do segundo período letivo de 2020 (março de 2021, de acordo com o calendário da UFRJ, alterado em função da pandemia da COVID-19), o evento foi realizado inteiramente por via remota, com transmissão ao vivo pelo canal do evento no YouTube (ver https://www.youtube.com/channel/UCZCMmteCAphystIBPsA_jZg), com a participação de 70 pareceristas das diversas regiões do país e a apresentação de 48 comunicações de alunos de graduação, de pós-graduação e de pesquisadores de outras instituições. (ver https://conferencias.ufrj.br/index.php/cppgm/19cppgm)

E. Projetos de extensão

a) Quinteto Experimental de Sopros da UFRJ: O trabalho do Laboratório de Práticas Interpretativas junto à graduação e ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PROMUS-UFRJ) também traz oportunidades de integração, ao conectar Projetos de Extensão (como o Quinteto Experimental de Sopros da UFRJ) com pesquisas de interpretação de repertório brasileiro histórico, gerando resultados importantes para a formação dos alunos de Graduação, como por exemplo, o intercâmbio com a Escola de Karlsruhe, que propiciou a viagem e estadia de vários alunos e grupos no conservatório alemão, enriquecendo a pesquisa com registros gravados (CDs) e concertos. O Quinteto Experimental também promove concertos com obras de alunos de graduação e do PPGM-UFRJ, proporcionando a integração artística entre os dois níveis. (ver https://promus.musica.ufrj.br/pt/playlists/30-quinteto-experimental-de-sopros)

b) Projeto “Compositores”: o projeto é uma iniciativa do Departamento de Composição em colaboração com o Laboratório de Música e Tecnologia que promove palestras e masterclasses de compositores consagrados, de relevância nacional e internacional, atendendo a alunos de graduação e pós-graduação. Os encontros propiciam o intercâmbio e interação entre docentes e discentes de diferentes Universidades, promovendo a troca de conhecimento e de experiências acadêmicas. Em muitos encontros, foram realizados concertos com obras dos compositores convidados. No quadriênio 2017-2020, o projeto teve os seguintes compositores convidados: Borislava Taneva (Bulgária), Marcos Mesquita (Brasil), Arthur Kampela (Brasil), Guilherme Bertissolo (UFBA), Tatiana Catanzaro (Brasil), Rael Toffolo (UNESP), Clarice Assad (Brasil/EUA), Bernardo Ramos (UFRJ), Mark Hagerty (EUA), Mario Adnet (Brasil), Edgardo José Rodriguez (Argentina) e Gregory Mertl (EUA, artista independente), Harry Crowl (UFPR) e Helder Oliveira (UFRJ). (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/projeto-compositores/)

c) “Panorama da Música Brasileira Atual”: o evento é um dos mais importantes festivais de música contemporânea de concerto do país, criado em 1978 pelo compositor e ex-coordenador do PPGM-UFRJ Prof. Dr. Ricardo Tacuchian e promovido pelo Departamento de Composição da Escola de Música da UFRJ, com apoio do PPGM-UFRJ. O festival reúne alunos de Composição da graduação, e de Práticas Interpretativas do PPGM-UFRJ, para a realização de concertos sinfônicos e de câmara, com chamada nacional, exclusivamente com estreias, e concomitante promoção de palestras e mesas redondas para discussão de assuntos ligados à composição, produção e realização de música de concerto contemporânea. Junto ao festival, é promovido o “Concurso Nacional de Composição Escola de Música da UFRJ”, com chamada nacional e comissão julgadora local, que premia obras orquestrais com prêmio em dinheiro e a execução das estreias no concerto sinfônico do Panorama da Música Brasileira Atual. Em sua vigésima nona edição em 2018, foram realizadas 72 estreias, além das três obras premiadas pelo Concurso Nacional de Composição. Em função da pandemia da COVID-19, foi adiada para 2021 a trigésima edição do evento, que se realizaria em 2020. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/tag/panorama-da-musica-brasileira-atual/)

d) “Coral Infantil da UFRJ” e “Coral Brasil Ensemble-UFRJ”: projetos de Extensão com coordenação da Profa. Dra. Maria José Chevitarese de Souza Lima. Criado em 1989, o “Coral Infantil da UFRJ”, o grupo consolidado já apresentou-se junto às principais orquestras brasileiras, contando mais de 500 apresentações em sua trajetória. Participa regularmente das montagens do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, no âmbito do projeto “A Escola vai à Ópera” da Escola de Música da UFRJ, atuou em diversas estreias mundiais de óperas infantis. O “Coral Infantil da UFRJ” participou também da abertura dos Jogos Olímpicos “Rio 2016”. Criado em 1999, o “Coral Brasil Ensemble-UFRJ” realizou já mais de 300 concertos em importantes espaços do Rio de Janeiro e região (Sala Cecília Meireles, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Igreja da Candelária, Teatro Municipal de Petrópolis, Teatro Municipal do Espírito Santo em Vitória, Conservatório de Tatuí etc.), atuando regularmente em representações operísticas, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no âmbito do projeto “A Escola vai à Ópera”, com discografia abrangendo repertório dos séculos XVIII ao XXI (Pe. J. M. Nunes Garcia a A. Nepomuceno, H. Villa-Lobos e compositores contemporâneos). No âmbito da proposta a divulgação da música brasileira contemporânea, grupo participou das XVII, XVIII, XIX e XXI Bienais de Música Brasileira Contemporânea. Dialogando com a linha de pesquisa “Práticas Interpretativas e seus Processos Reflexivos”, o “Coral Infantil da UFRJ” e “Coral Brasil Ensemble-UFRJ” promovem a integração de alunos dos cursos de extensão, da graduação e pós-graduação da Escola de Música da UFRJ. A partir de 2017, o “Coral Brasil Ensemble” passou a ser reconhecido pela UFRJ como um de seus Grupos Artísticos de Representação Institucional (GARIN), no âmbito do Programa de Apoio às Artes (PROART) do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. (ver https://proartufrj.wordpress.com/garins/)

e) “Concertos Didáticos do Conjunto de Sax da UFRJ” e “Jornadas de Músicas Mistas da UFRJ”: projetos de extensão com coordenação do Prof. Dr. Pedro Sousa Bittencourt. O primeiro abrange apresentações do “Conjunto de Sax da UFRJ”, integrado por estudantes do curso de Bacharelado em Saxofone da Escola de Música da UFRJ, egressos e convidados, voltadas para um público-alvo composto por crianças e jovens da rede pública de ensino e pelo público em geral. O formato de “concertos didáticos” decorre portanto da necessidade de democratizar o acesso deste público ao repertório enfocado pelo conjunto: a música brasileira contemporânea (escrita por compositores vivos e atuantes) em toda a variedade de estilos do saxofone (erudito e popular, do choro ao jazz e o frevo), em formações de 2 a 12 instrumentos. As “Jornadas de Músicas Mistas da UFRJ”, por sua vez, propõe a realização de eventos públicos e gratuitos agrupando atividades artísticas, culturais e acadêmicas em torno das músicas mistas, ou seja daquelas que conjugam instrumentos musicais tradicionais a meios eletrônicos e informáticos. Realizadas desde 2015 na Escola de Música da UFRJ, com atividades como palestras, mesas-redondas, concertos, publicações, as “Jornadas” tem como público-alvo de alunos de graduação e pós-graduação ao público em geral. Em 2020 realizou-se a “IV Jornada de Músicas Mistas da UFRJ”, em função da pandemia da COVID-19 por via remota, com transmissão ao vivo pelo YouTube. A edição contou com sessões de comunicação em português e inglês, e com a participação de pesquisadores do Brasil (UFRJ, UNICAMP, USP, FASM, UFJF, UNIRIO, CEMCPC-Uberlândia, UFMS) e do exterior (Digital Media and Arts Research Centre – University of Limerick (Irlanda), City University of New York (EUA), Université Paris VIII (França), Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e UAM-Lerma (México). (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2020/09/02/grupo-performance-hoje-abre-a-v-jornada-de-musicas-mistas-da-ufrj-programacao-completa/)

f) “Bloco Musical – Lira da Minerva”: a Escola de Samba, coordenada pela Profa. Dra. Sara Cohen, oferece oficinas nas quais os participantes aprendem a tocar os instrumentos mais presentes nas baterias de escola de samba: surdo, caixa, repique, tamborim e chocalho. As apresentações, por ocasião do Carnaval do Rio de Janeiro, se dão na forma de “concentra mas não sai”, seguindo a tradição de alguns blocos que não se deslocam pelas ruas, e acontece em frente às dependências da Escola de Música da UFRJ no bairro carioca da Lapa. São beneficiários da ação de extensão os interessados em participar de uma atividade artística cultural que envolve a performance de instrumentos de percussão de uma bateria de escola de samba, o conhecimento sobre a história dos instrumentos e os bastidores da organização de uma bateria de escola de samba, envolvendo a escolha e criação de samba enredo, a elaboração e o ensaio de bossas de bateria e as levadas de tamborim. (ver http://sigproj.ufrj.br/apoiados.php?projeto_id=305041)

g) Projeto “Altri Canti”: coordenado pelo Prof. Dr. Alberto José Vieira Pacheco, o “Altri Canti” é um grupo musical que pretende interpretar em especial o repertório vocal solista anterior ao romantismo de forma historicamente orientada, fazendo uso, sempre que possível, de instrumentos de época. Participam do “Altri Canti” professores e técnicos especializados na área, alunos de graduação e pós-graduação, e ainda músicos da comunidade em geral. Sendo composto também por pesquisadores bastante ativos na área, o “Altri Canti” dialoga com a pesquisa mais recente no campo da performance historicamente orientada. Além do repertório clássico da música europeia anterior ao século XIX, o grupo apresenta, sempre na forma de concertos comentados, o repertório brasileiro do período colonial. (ver https://eventos.ufrj.br/evento/altri-canti-concerto-de-pascoa-na-antiga-se/)

h) Projeto “Escola de Música de Manguinhos”: com um forte impacto social, o projeto é coordenado pelo Prof. Dr. João Miguel Bellard Freire, utilizando métodos colaborativos e participativos, qualificando a experiência cultural ao garantir um nível de autoria aos próprios moradores dessas comunidades, e contribuindo assim para a celebração da cultura local. (ver http://redeccap.org.br/blogcasaviva/escola-de-musica-de-manguinhos/)

i) Projeto “Educação Musical na Diversidade”: coordenado pela Profa. Dra. Thelma Sydenstricker Alvares, o projeto propõe uma visão integrada do conceito de saúde, que envolve no mesmo nível a educação, a arte e a inclusão social. O projeto tem convênio também com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), onde desenvolve-se pesquisa sobre o impacto de aulas de música no desenvolvimento de crianças com deficiências auditivas severas. O projeto envolve alunos, docentes e pesquisadores das instituições participantes e permite o constante fluxo de experiências entre diferentes Unidades da UFRJ.

j) “Festival de Arte e Cultura da Diversidade”: coordenado pela Profa. Dra. Thelma Sydenstricker Alvares, o evento é realizado periodicamente em parceria com o Instituto de Psiquiatria da UFRJ, reunindo importantes temas como Autonomia, Direitos, Cultura e Acessibilidade em rodas de conversa, exposições, apresentações e oficinas em prol do movimento cultural da diversidade. O projeto contribui para o aprimoramento do trabalho de ensino e pesquisa em curso na Escola de Música da UFRJ, no curso de Licenciatura em Música e na disciplina obrigatória “Metodologia do Ensino da Música III”, dedicada à Educação Musical de grupos em vulnerabilidade e risco social, e dialoga com a linha de pesquisa “Música, Educação e Diversidade” do PPGM-UFRJ através do desenvolvimento de pesquisas nos cursos de Mestrado Doutorado. (ver http://sigproj.ufrj.br/apoiados.php?projeto_id=270872)

k) “Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ”, “Série de Música Latino-Americana” e curso “Pedagogia da História da Música Brasileira para a Educação Básica”: coordenados pela Profa. Dra. Maria Alice Volpe, os eventos reúnem pesquisadores em âmbito nacional e internacional para palestras, possibilitando contato e integração de alunos de graduação com pressupostos e temas da pesquisa em musicologia histórica. Em função de seu âmbito de alcance, os projetos possibilitam a integração de alunos de graduação e pós-graduação em atividades refletindo o estado atual da pesquisa musicológica em nível internacional. Em função da pandemia da COVID-19, a edição de 2020 não se realizou. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2019/08/11/simposio-internacional-de-musicologia-celebra-sua-decima-edicao/)

l) “Semana do Cravo”: o longevo evento, oferecido sem interrupções desde o ano de 2003, tem reunido ao longo de sua história pesquisadores do repertório e interpretação do instrumento em âmbito nacional e internacional, com mesas redondas, concertos e, mais recentemente, publicação de anais com artigos completos. Coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Moraes Rego Fagerlande, inclui sempre recitais com alunos do curso de graduação em cravo. Em função da pandemia da COVID-19, a edição de 2020 foi realizada inteiramente por via remota. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2020/08/31/chamada-de-trabalhos-aberta-para-a-xvii-semana-do-cravo-em-formato-virtual/ e https://musica.ufrj.br/index.php/comunicacao/noticias/pos-graduacao/semana-do-cravo-divulga-programacao)

1.1.4 Infraestrutura do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ

O Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ localiza-se desde 2015 no Ventura Corporate Towers, Av. República do Chile, 330, Torre Leste, 21.o andar (“Edifício Ventura”), uma das edificações mais modernas da América Latina e um dos únicos do estado com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), contando com refrigeração central, internet, espaço físico amplo e com fácil acesso por metrô, ônibus ou carro, além de posto médico, centro de convenções, café, elevadores inteligentes, estacionamento, bicicletário e jardim externo.

O Programa conta também com toda a infraestrutura dos Prédios I (o conjunto arquitetônico histórico da Rua do Passeio, 98) e II (Largo da Lapa, 51) da Escola de Música da UFRJ, onde estão localizadas as salas de concerto (Salão Leopoldo Miguéz, Sala da Congregação e Salão Henrique Oswald), que, junto aos espaços do Prédio II, abrigam as atividades artísticas dos grupos estáveis da Escola de Música, relacionadas a projetos de pesquisa do PPGM-UFRJ e de grupos camerísticos vinculados à linha de pesquisa “Práticas Interpretativas e seus Processos Reflexivos”, além de parte dos eventos científicos vinculados às demais linhas de pesquisa do Programa.

No conjunto histórico da Rua do Passeio localiza-se, ainda, a Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música, acervo de referência da linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-Americana”. Este conjunto arquitetônico da Rua do Passeio (Prédio I) passa atualmente por um amplo processo reforma estrutural, cujas com demandas logísticas são atendidas pela Prefeitura e Escritório de Obras da UFRJ. O projeto em curso inclui, além de uma renovação completa de seus dois prédios históricos (inaugurados em 1913 e 1922), a construção de um edifício na área do terreno contígua à Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ. Restrições orçamentárias têm contudo provocado atrasos e em certos aspectos a estagnação dos trabalhos.

Um aspecto único do PPGM-UFRJ no Edifício Ventura, fundamental para a consecução dos objetivo gerais do Programa quanto a aspectos como cooperação e parceria, abrangência de atuação e impacto (social, artístico-cultural e educacional sobretudo), é o fato de estar localizado em pleno corredor cultural da cidade, e assim em permanente interação com os mais importantes equipamentos culturais da cidade e mesmo do país: Sala Cecília Meireles e Espaço Guiomar Novaes, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna (MAM), Fundição Progresso, Teatro Carlos Gomes, Teatro João Caetano, Real Gabinete Português de Leitura, Museu da Imagem e do Som, Museu Histórico Nacional, Biblioteca Nacional, Museu de Belas Artes e Centro Cultural Banco do Brasil, entre outros.

1.1.4.1 Infraestrutura geral

O PPGM-UFRJ conta com 16 salas em sua sede no Edifício Ventura, com as seguintes características e assim alocadas:

a) Sala 2104, de 20 m², exclusiva para disciplinas e atividades acadêmicas do PPGM-UFRJ e equipada com TV de 42 polegadas, mesas, cadeiras e quadro.

b) Auditório, com 40 m², de uso compartilhado entre PPGM-UFRJ, PROMUS-UFRJ e atividades da Escola de Música em geral. Com capacidade para 50 pessoas, tem sido utilizado em congressos e jornadas de menor porte, bem como para reuniões de colegiado, reuniões de equipes de trabalho e defesas de teses e dissertações.

c) Sala 2115, com 30 m², destinada ao Laboratório de Educação Musical (LabEM), abrigando disciplinas de graduação e pós-graduação e orientações vinculadas à linha de pesquisa “Música, Educação e Diversidade”, com capacidade para 25 alunos. Os armários são equipados com instrumentos e equipamentos usados em educação musical, projetores e caixas de som.

d) Salas 2107 e 31 do Prédio I, com 15 m² cada, destinadas às atividades do Laboratório de Etnomusicologia, vinculadas à linha de pesquisa “Etnografia das Práticas Musicais” e compartilhadas com disciplinas de graduação do Departamento de Musicologia e Educação Musical (04) de Escola de Música (para informações sobre a estrutura departamental da unidade, consultar https://musica.ufrj.br/index.php/gestao/departamentos).

e) Salas 2105 e 2106, com 15 m² cada, destinadas às atividades do Laboratório de Musicologia (LaMus-UFRJ), vinculadas à linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-americana”. As salas são compartilhadas com disciplinas de graduação do Departamento de Musicologia e Educação Musical (04) da Escola de Música, abrigando também atividades relacionadas à Revista Brasileira de Música (RBM), publicação do PPGM-UFRJ vinculada à linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-americana”.

f) Salas 2101 e 2112, com 30 m² cada, destinadas ao Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT), abrigam aulas e orientações ligadas à linha de pesquisa “Poéticas da Criação Musical”, sendo compartilhadas com disciplinas de graduação do Departamento de Composição (02) da Escola de Música. As salas abrigam, além das aulas, orientações de Mestrado e Doutorado e atividades de grupos de pesquisa.

g) Salas 20 a 26 do Prédio II (Rua da Lapa, 58), com 12 m² cada, abrigando aulas e orientações vinculadas ao Laboratório de Práticas Interpretativas (LaPI), com aulas e orientações de Mestrado e Doutorado. As salas são compartilhadas com o Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PROMUS-UFRJ) da Escola de Música.

h) Secretaria Acadêmica, com 40 m², contendo sala da coordenação, sala da secretaria acadêmica e espaços para reunião e orientação. Equipada com mesas de trabalho, computadores, impressoras, estantes, arquivos e armários, a sala é compartilhada com o Programa de Mestrado Profissional (PROMUS-UFRJ), mantendo contudo equipamentos e pessoal exclusivos ao PPGM-UFRJ.

1.1.4.2 Laboratórios

O funcionamento do PPGM-UFRJ é apoiado por cinco laboratórios, correspondendo todos às cinco linhas de pesquisa do Programa: 1) Laboratório de Educação Musical (LabEM); 2) Laboratório de Etnomusicologia (LE); 3) Laboratório de Musicologia (LaMus-UFRJ); 4) Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT); 5) Laboratório de Práticas Interpretativas (LaPI). Os quatro primeiros encontram-se instalados na sede do PPGM-UFRJ no Edifício Ventura, sendo providos com isso de refrigeração, pontos de internet a cabo, tomadas em padrão nacional, sinal Wi-Fi de alta velocidade, cadeiras, mesas, projetores dedicados e equipamentos de som e armários. O Laboratório de Etnomusicologia (LE) mantém seu acervo histórico em uma sala do edifício posterior do conjunto arquitetônico da Rua do Passeio (Prédio I da Escola de Música), enquanto o Laboratório de Práticas Interpretativas (LaPI) tem todas as suas instalações em amplo conjunto de salas do Prédio II (edifício contíguo à Sala Cecília Meireles no Largo da Lapa). Abaixo uma descrição pormenorizada de cada um dos laboratórios:

A. Laboratório de Educação Musical (LabEM)

Instalado em uma sala com 30 m² (sala 2115), atende à linha de pesquisa “Música, Educação e Diversidade” (área de concentração “Educação Musical”), compartilhando atividades com disciplinas de graduação do Departamento de Musicologia e Educação Musical (04) da Escola de Música. O Laboratório de Educação Musical foi criado em 2018, uma vez estruturada e consolidada a linha de pesquisa, de recente formulação no âmbito do Programa.

B. Laboratório de Etnomusicologia (LE)

Ocupa uma sala de 15 m² cada no Edifício Ventura (salas 2107) e a sala 31 do Prédio I, onde é mantido seu acervo, apoiando a linha de pesquisa “Etnografia das Práticas Musicais” (área de concentração “Musicologia”) e compartilhando atividades com disciplinas de graduação do Departamento de Musicologia e Educação Musical (04). Instituído em 2001, conta com o valiosíssimo acervo histórico do Centro de Pesquisas Folclóricas criado por Luiz Heitor Corrêa de Azevedo em 1943, consistindo em números aproximados de: 500 livros e folhetos, 50 periódicos nacionais, 50 periódicos internacionais, 500 partituras manuscritas, 1.500 documentos textuais, 300 fotografias, 500 recortes de jornais, e 2.000 discos e fitas (incluindo as coleções dos primeiros discos produzidos no Brasil, de 1902 a 1917, e as coleções das viagens de coleta fonográfica de música folclórica de Luiz Heitor Corrêa de Azevedo).

Entre as iniciativas do Laboratório, destaca-se o projeto vinculado “Música da Maré”, envolvendo docentes do PPGM-UFRJ, membros externos (como Pedro Rebelo, da Queen’s University Belfast) e discentes da Escola de Música da UFRJ e de outras unidades. Já o Projeto de Extensão “Música em Debate” dá continuidade à série homônima, iniciada em 2002 como resposta à demanda do corpo discente da linha de pesquisa “Etnografia das Práticas Musicais” por um canal interdisciplinar de diálogo, no âmbito do Programa, com saberes construídos em âmbito externo à universidade. Desde então, a partir do conceito básico de apresentações públicas de convidados externos à UFRJ, nacionais e estrangeiros, que atuam em diferentes áreas de conhecimento, mas também de ação e gestão culturais, a série vem sendo realizada sob diferentes formatos (isto é, com variado número de convidados e periodicidade flexível) e condições de realização (com apoio de órgãos de fomento como FAPERJ e CNPq, ou convênios como o estabelecido entre UFRJ e Banco do Brasil).

Ao final do quadriênio 2017-2020, o Laboratório de Etnomusicologia foi contemplado pelo Edital “Cientistas do Nosso Estado” da FAPERJ com financiamento para projeto de elaboração e publicização em rede de materiais culturalmente diversificados para o trabalho com música no ensino básico, um dos focos do qual sendo a digitalização e organização dos itens em suportes físicos do acervo de quase vinte anos de trabalho de pesquisa do projeto “Som da Maré”, com assessoria técnica do Arquivo Nacional.

C. Laboratório de Musicologia (LaMus-UFRJ)

Instalado em duas salas de 15 m² cada no Edifício Ventura (salas 2105 e 2106), o Laboratório de Musicologia (LaMus-UFRJ) foi criado em 2013 com o propósito de fornecer apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão da linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-americana” (área de concentração “Musicologia”) vinculadas a projetos e grupos de pesquisa do PPGM-UFRJ.

São objetivos do LaMus-UFRJ promover atividades relativas a acordos de cooperação e convênios interinstitucionais, nacionais e internacionais da área de concentração “Musicologia”, apoiar atividades editoriais vinculadas à linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-americana”, oferecer consultoria e desenvolver projetos no âmbito da linha de pesquisa, sobretudo em cooperação com a Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) da Escola de Música, um dos maiores e mais relevantes acervos musicais da América Latina e referência para as pesquisas da área de concentração a que se vincula o Laboratório.

As produções no âmbito do LaMus-UFRJ indicam, como sua vocação principal, servir como polo de formulação de parcerias interinstitucionais levando a eventos científicos em torno de eixos temáticos definidos, resultando em publicações que colaborem para o desenvolvimento da Musicologia no país. A tal ênfase soma-se o trabalho de pesquisa, digitalização e editoração crítica do acervo de manuscritos da Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) da Escola de Música empreendido por professores da linha de pesquisa “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-americana”.

D. Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT)

Ocupa duas salas de 30m2 cada (salas 2101 e 2112), atendendo à linha de pesquisa “Poéticas da Criação Musical” (área de concentração “Processos Criativos”) e compartilhando atividades com disciplinas de graduação do Departamento de Composição (02) da Escola de Música. Instituído em 1995 com financiamento do CNPq, que possibilitou a aquisição da maior parte de seus equipamentos, o Laboratório tem por objetivos a pesquisa e o ensino ligados à produção da música eletroacústica, ao estudo dos processos tecnológicos em música e à análise e composição assistidas por computador. O equipamento possibilita também a realização de difusão em concertos com até 16 canais, possuindo ainda recursos de gravação e processamento em nível profissional. O LaMuT tem apoiado a realização de concertos e palestras de grupos, pesquisadores e artistas internacionais, como o Groupe de Recherches Musicales (GRM), o International Contemporary Ensemble (ICE), Anne-Marie Berger e Mauricio Meza, entre muitos outros, além de Projetos de Extensão (por exemplo o projeto “Compositores”) e atividades dos grupos de pesquisa do Programa.

São equipamentos do LaMuT: Computadores: 1 microcomputador PC / 1 notebook Sony Vaio; Projetor: 1 projetor multimídia Sony VLP CX11; Mesas: 1 mixer Behringer Xenyx 2442FX / 1 mixer Mackie 1604 VLZ / 1 mesa Scarlett Focusrite; Gravação: 1 DAT Sony PCM-M1 (com mics) / 1 Tape Deck Double Cassette JVC TD-W118 / 1 Sony minidisc recorder MDS E12 / 1 Sony Audio Mixer SRP-V200 / 1 monitor Sony SDM-HS75 / 1 Fone de ouvidos Sony MDR 7506; Amplificadores: 2 amplis Alesis RA100 / 2 amplis CREST CA-6 / 1 ampli CREST CA-2 / 5 amplis Sony SRP-P50; Caixas: 4 caixas Celestion CX1520 / 2 caixas Celestion KR2 / 2 caixas Alesis Monitor Two / 2 caixas Alesis Monitor One / 7 caixas Sony SRP-S720; Microfones: 2 mics AKG C-414 B-ULS / 8 mics Sony C48 / 2 mics Sony F-720 / 1 Mic Sony ECM-MS957; Pedais: 1 pedal Phaser MXR phase 100 / 1 pedal Noise Gate MXR / 1 Phaser MU-TRON; Teclados: 2 teclados Yamaha PSR-520 / 2 sintetizadores Yamaha DX7 / 2 sintetizadores Arp Odissey; Suportes: 1 estante para teclado / 2 suportes de teclados / 4 pedestais de Caixas / 2 pedestais de microfone / 1 suporte de mixer; Acessórios: 1 joystick.

E. Laboratório de Práticas Interpretativas (LaPI)

O Laboratório de Práticas Interpretativas ocupa seis salas individualizadas e equipadas de 12m2 cada no Prédio II da Escola de Música. É constituído de cinco núcleos 1) Centro de Estudos dos Instrumentos de Sopros Prof. Noel Devos; 2) Centro de Estudos Orquestrais; 3) Sala de Percussão; 4) Laboratório de Cravo e Instrumentos Antigos; e 5) Centro de Estudos de Música Coral. Para o desenvolvimento das atividades de pesquisa da linha de pesquisa “Práticas Interpretativas e seus Processos Reflexivos”, seja na forma de aulas, experimentos, ensaios, apresentações, palestras ou masterclasses, o Laboratório, compartilhado com o Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PROMUS-UFRJ) conta com a colaboração dos conjuntos estáveis da Escola de Música – orquestras (Orquestra Sinfônica da UFRJ, Orquestra de Sopros da UFRJ, UFRJazz), coros (Brasil Ensemble, Sacra Vox e Coro Infantil da UFRJ) e conjuntos de câmara – e com a infraestrutura de salas de concerto, equipadas com pianos de concerto Steinway e demais recursos para a cena musical (incluindo o órgão de tubos Tamburini da Escola de Música, localizado no Salão Leopoldo Miguéz).

1.1.4.3 Recursos de informática

Com sua instalação no ano de 2015 na nova sede da Escola de Música da UFRJ do Edifício Ventura, no Centro do Rio, o PPGM-UFRJ passou a contar com uma infraestrutura moderna de informática, com internet de alta velocidade, sala de videoconferências e salas com conexões. Todo o registro de inscrições, notas e informações acadêmicas são mantidas em um servidor central da UFRJ, comum a todas as unidades da universidade, e geridas por um Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA). O PPGM-UFRJ comunica-se com seus corpos docente e discente através de seu sítio eletrônico (www.ppgm.musica.ufrj.br), mantido em servidor próprio da UFRJ (NCE), e através das redes sociais através de suas páginas no Facebook (https://www.facebook.com/ppgmufrj) e no Instagram (https://www.instagram.com/ppgmufrj).

1.1.4.4 Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) da Escola de Música da UFRJ

A. Estrutura física

A Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) da Escola de Música situa-se na segunda das duas edificações do Prédio I da Escola de Música da UFRJ (Rua do Passeio, 98). Ocupa três salões do edifício de 1913, um total de 140m2 para recepção, consultas e acomodação do patrimônio. Seu acervo é considerado um dos mais importantes da América Latina, com manuscritos, partituras, livros, registros fonográficos e documentos históricos raros ou únicos. Restrito de 2015 a 2017 em decorrência de problemas estruturais, o acesso físico à Biblioteca foi restabelecido em 2018, embora a reforma da edificação não tenha sido ainda concluída. Todo o processamento técnico encontra-se automatizado e o catálogo disponível para consulta na base de dados de registros bibliográficos das bibliotecas da UFRJ, a Base Minerva.

B. Objetivos

Entre os principais objetivos da Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) estão: a) dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade; b) formular políticas de preservação dos acervos; c) implementar políticas de desenvolvimento das coleções; d) contribuir para o gerenciamento da Base Minerva, incluindo a manutenção do servidor hospedeiro; e) contribuir para a divulgação da produção científica das unidades e programas de pós-graduação da UFRJ.

C. Acervo

O volume do acervo disponível para consulta (obras catalogadas na base e processadas manualmente) constitui-se de aproximadamente: 60.000 partituras impressas, 7.000 partituras manuscritas, 20.000 documentos históricos (arquivos pessoais, programas de concerto, acervo iconográfico), 8.000 livros, dissertações e teses, 17.000 fascículos de periódicos, periódicos correntes (25 títulos nacionais e 38 títulos estrangeiros), periódicos não correntes (114 títulos nacionais e 138 títulos estrangeiros) e 17.272 fascículos. Estão disponíveis para consulta, ainda, 345 títulos de periódicos através do Portal CAPES, com acesso ainda às bases “RILM Abstracts of Music Literature”, “Grove Music Online” e “Oxford Dictionary of Music”. A biblioteca oferece também a seus usuários serviços de comutação bibliográfica e empréstimo entre bibliotecas. O acervo da BAN vem sendo atualizado e recebeu um aporte significativo no último quadriênio, com aquisição regular de novos títulos desde então.

Visando à expansão de seu acervo, a Biblioteca Alberto Nepomuceno recebe regularmente doações variados tipos de documentação musical, que passam a ser objeto de processamento, pesquisa e digitalização. Em 2011, recebeu o acervo da musicóloga Cleofe Person de Mattos, e em 2015 aquele dos compositores José Siqueira e Baptista Siqueira. Em reconhecimento da relevância de seu acervo e atuação, a biblioteca recebeu em 2018 o certificado de “Registro Internacional do Programa Memória do Mundo” da UNESCO, em registro relativo às obras manuscritas de Antônio Carlos Gomes nela depositadas, um dos mais importantes conjuntos de sua coleção geral de manuscritos.

D. Projetos e interfaces

Em parceria com a DocPro-Bibliotecas Virtuais, foram digitalizadas c. 3.500 páginas do acervo da BAN, entre obras raras, partituras manuscritas, documentos históricos e fotografias, conjunto que deu origem à Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ (http://www.docpro.com.br/escolademusica/bibliotecadigital.html). O PPGM-UFRJ conta ainda com os recursos do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI), que coordena as ações de integração das bibliotecas à realidade educacional e administrativa da universidade. O sistema implementa políticas de planejamento, fomento à pesquisa, gerenciamento de tecnologias e desenvolvimento de acervos e serviços de informação. Todos os metadados de dissertações e teses do PPGM-UFRJ (de 1980 até 2019) podem ser acessados através da Base Minerva (endereço constante na capa do sítio eletrônico do PPGM-UFRJ), ou ainda, desde 2018, pelo Banco de Teses e Dissertações do PPGM-UFRJ, na própria página do Programa, que oferece ferramentas de busca detalhada dentro do acervo de dissertações. As dissertações podem ser acessadas em volume físico na Biblioteca, estando em curso projeto de digitalização de todos os volumes: encontram-se já disponibilizados os volumes históricos da década de 1980 e os trabalhos do interstício 1990-1994, e espera-se completar no próximo período todos os volumes restantes, até 1997 (quando os trabalhos passaram a ser depositados em formato digital, já estando portanto disponíveis em todos os canais).

A BAN está permanentemente conectada à rede mundial de computadores, disponibilizando aos usuários 12 computadores para acesso às bases de dados. Acesso remoto é oferecido aos alunos de pós-graduação, professores e demais servidores da UFRJ, através do qual os usuários podem acessar o Portal de Periódicos CAPES e demais assinaturas mantidas pela instituição fora do campus. Além disso, a rede de bibliotecas da UFRJ recebe cópias de teses e dissertações para depósito legal na Centro de Memória Acadêmica (obrigatório para unidades de ensino) e nas bibliotecas de unidades (opcional para alunos), havendo ainda a possibilidade de disponibilização dos trabalhos acadêmicos para acesso livre na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRJ.

1.1.4.5 Secretaria Acadêmica

A Secretaria Acadêmica conta com equipe técnico-administrativa composta por três funcionários dedicados exclusivamente à gestão administrativa e atendimento ao público, no contexto da pandemia da COVID-19 inteiramente realizados por via remota. Os funcionários técnico-administrativos responsabilizam-se também pela dinâmica de trabalhos específicos: a) gerenciamento do Sistema de Gestão Acadêmica (SIGA) da UFRJ; b) acompanhamento da rotina e do calendário administrativo; c) acompanhamento de prazos para os ritos acadêmicos (em cooperação com as coordenações de linha); d) produção de documentação acadêmica; e) controle de bolsistas e atualização do cadastro de discentes; f) operação do uso de verba PROAP (tramitação de documentação com o Setor Financeiro da Unidade e a Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3) da UFRJ); g) manutenção e fechamento de arquivos para atualização da página eletrônica do Programa; h) secretaria da Comissão Deliberativa e coordenação executiva de eventos do Programa.

1.2 Perfil do corpo docente do PPGM-UFRJ

1.2.1 Formação, compatibilidade e adequação do Núcleo Docente Permanente

Indicando a adequação da formação do corpo docente do PPGM-UFRJ às áreas de concentração e linhas de pesquisa do Programa, ao final do quadriênio 2017-2020 observa-se que 16 (dezesseis) dos 22 docentes permanentes do Programa têm formação na área de Música, os demais sendo titulados em áreas correlatas como Comunicação (01), Educação (02), História (01), Psicologia (01) e Sociologia (01). 100% dos professores, portanto, apresentam titulação na área do Programa ou em áreas afins, sempre com mais de cinco anos de doutoramento. Do corpo docente permanente, ainda, 05 (cinco) professores titularam-se na IES do Programa (UFRJ), 07 (sete) no Programa de Pós-Graduação em Música da UNIRIO, 05 (cinco) em três instituições da Região Sudeste (USP, UNICAMP, UFMG) e 06 (seis) em instituições no exterior, atestando uma formação diversificada deste Núcleo Docente Permanente. Entre os docentes colaboradores do PPGM-UFRJ, 02 (dois) titularam-se na IES do Programa (UFRJ), 05 (cinco) no Programa de Pós-Graduação em Música da UNIRIO e 01 (um) na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Quanto à experiência internacional do Núcleo Docente Permanente, 13,6% (03/22) dos docentes permanentes fizeram doutorado-sanduíche no exterior (Université Paris-Sorbonne/Paris IV, Centre de Sociologie de l’Innovation e Humboldt-Universität zu Berlin), 27,3% (06/22) fizeram doutorado pleno no exterior (Louisiana State University, University of Texas/Austin, Université de Vincennes à Saint-Denis/Paris VIII, University of East Anglia, University of Illinois, University of Miami). 50% (11/22) dos professores do atual Núcleo Docente Permanente do PPGM-UFRJ têm Estágio Pós-Doutoral concluído: 27,3% (06/22) em instituições do país (UFRJ, UNIRIO, UFMG, UFBA e Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro) e 22,7% (05/22) em instituições no exterior (Universidade de Aveiro e Universidade Nova de Lisboa (Portugal), Columbia University (EUA), West Virginia University (EUA) e University of New South Wales (Austrália).

1.2.2 Núcleo Docente Permanente estável e docentes colaboradores

Ao longo do quadriênio 2017-2020 verifica-se alterações não substanciais na composição do corpo docente do PPGM-UFRJ. Em 2017, contava este com 23 (vinte e três) docentes permanentes e 10 (dez) colaboradores – 69,7% de docentes permanentes e 30,3% de colaboradores –, passando em 2018 a 23 (vinte e três) permanentes e 8 (oito) colaboradores – 74,2% de docentes permanentes e 25,8% de colaboradores – em razão de solicitação de descredenciamento do Prof. Dr. Humberto Amorim Neto e do descredenciamento pela Comissão Deliberativa da Profa. Dra. Miriam Grosman. Com o descredenciamento do docente colaborador Prof. Dr. Celso Garcia de Araújo Ramalho em julho de 2019, motivada pela análise de seus indicadores de produção apresentados no processo anual de recredenciamento, o do corpo docente do Programa passou ser composto por 23 (vinte e três) permanentes e 7 (sete) colaboradores – 76,7% de docentes permanentes e 23,3% de colaboradores.

No ano seguinte, com o falecimento em fevereiro de 2020 do docente permanente do Programa Prof. Dr. Antonio Jose Augusto, professor do Programa com forte presença na sustentação acadêmica de sua área de concentração (“Musicologia”), o Núcleo Docente Permanente do PPGM-UFRJ alcançou o número de 22 (vinte e dois) professores, o conjunto de docentes colaboradores credenciados ampliando-se por sua vez para 8 (oito) em razão do credenciamento pela Comissão Deliberativa do Prof. Dr. Jonas Soares Lana – uma relação final de 73,3% de docentes permanentes para 26,7% de colaboradores. Em 2020, ainda, observa-se o recredenciamento de dois docentes colaboradores como docentes permanentes – Prof. Dr. Pedro Sousa Bittencourt e Prof. Dr. Fábio Adour da Câmara – e a reclassificação de dois docentes até então permanentes como colaboradores – Prof. Dr. Jose Alberto Salgado e Silva e Profa. Dra. Sara Cohen, alterações apoiadas nos critérios internos do Programa para atuação em ambas as categorias. Uma única transferência de linha de pesquisa (dentro porém de uma mesma área de concentração) verificou-se no quadriênio: o Prof. Dr. Frederico Machado de Barros, que atuou na linha de pesquisa “Etnografia das Práticas Musicais” nos anos 2017, 2018 e 2019, passou em 2020, em razão de direcionamentos particulares de metodologia e temas de pesquisa, à linha “História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-Americana”.

Dando sustentação acadêmica às atividades didáticas, de pesquisa e de orientação, ao longo do quadriênio 2017-2020, verifica-se 100% do Núcleo Docente Permanente atuando em regime de dedicação integral e exclusiva à IES, todos com carga horária superior a 12 (doze) horas semanais, com o PPGM-UFRJ como atividade principal e atuando nos cursos de graduação da unidade à qual o Programa está vinculada, a Escola de Música da UFRJ. O número de docentes permanentes do Programa atuando como docentes permanentes em outros PPGs variou, no período, de 21,7% (05/23) para 22,8% (05/22). A relação de docentes colaboradores em relação ao total do corpo docente, como indicado acima, variou de 30,3% (10/33) para 26,7% (08/30).

100% (22/22) dos professores Núcleo Docente Permanente participam de projetos de pesquisa do Programa e têm orientações em andamento, enquanto 59% (13/22) têm projetos de pesquisa científicos, artísticos e tecnológicos financiados por agências de fomento e/ou instituições públicas ou privadas de arte, cultura e educação (o PPGM-UFRJ tem contado, notadamente ao longo da última década, com apoios para produção de eventos no país de agências de fomento como FAPERJ, CAPES e CNPq). 13,6% (03/22) dos docentes permanentes têm bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq: Prof. Dr. Samuel Mello Araújo Junior e Prof. Dr. Rodolfo Caesar e Profa. Dra. Márcia Ermelindo Taborda.

Como evidenciado com a numeração dos projetos de pesquisa em andamento no Programa ao final do quadriênio 2017-2020 (em “1.1.3 Proposta curricular do PPGM-UFRJ”), a vinculação dos professores do Núcleo Docente Permanente às linhas de pesquisa do Programa guia-se pelo critério da adequação de cada professor às delimitações temáticas, conceituais, epistêmicas e metodológicas das cinco subáreas contempladas pela proposta curricular e representadas nos objetivos específicos do PPGM-UFRJ (como exposto em “1.1.2”). Ao final do quadriênio 2017-2020, apenas 22,7% (05/22) dos professores do Núcleo Docente Permanente participam de Projetos em duas linhas de pesquisa do PPGM-UFRJ, sendo estas participações justificadas, igualmente, pela adequação individual de cada professor às delimitações temáticas, conceituais, epistêmicas e metodológicas dos projetos em questão. Em apenas 02 (dois) casos verifica-se docentes permanentes credenciados em uma linha de pesquisa coordenando projetos de pesquisa em outra, participações novamente justificadas pela adequação individual dos docentes e dependente de autorização explícita da Comissão Deliberativa do Programa.

1.3 Planejamento estratégico do Programa

1.3.1 Metas do Programa*

A. Metas de curto prazo

Colocam-se para PPGM-UFRJ como metas para o próximo biênio:

a) A manutenção do acompanhamento contínuo do percurso formativo, aproveitamento e desempenho do corpo discente do Programa no decorrer dos cursos, para garantia da solidez da formação do aluno e perfil do egresso projetado;

b) Uma maior integração entre os projetos e as linhas de pesquisa do Programa, visando à consolidação do processo de vinculação e verticalização iniciado no quadriênio anterior;

c) Uma maior participação dos corpos docente e discente em congressos, seminários e eventos, meta favorecida pela formalização dos grupos de pesquisa do Programa na transição do quadriênio anterior para o atual (que já tem produzidos resultados satisfatórios, notadamente nos aspectos da vinculação da produção artística aos projetos de pesquisa e do equilíbrio de produção artística e bibliográfica do Programa);

d) Uma maior integração com a graduação, com o estímulo ao desenvolvimento de projetos de Iniciação Científica por todos os docentes do Programa e à projeção do conhecimento assim produzido no conteúdo nas disciplinas de graduação (também importante fator de verticalização).

* consoante o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRJ 2020-2024.

B. Metas de médio prazo

Colocam-se para PPGM-UFRJ como metas para os próximos cinco anos:

a) A ampliação da divulgação da pesquisa e, assim, do conhecimento produzido no âmbito do Programa;

b) A ampliação da participação docente em projetos e editais financiados por agências de fomento, incentivando a formação e consolidação de redes de cooperação nacionais e internacionais e, desta maneira, o desenvolvimento e implementação de estratégias de cooperação e intercâmbio;

c) A melhoria dos indicadores de impacto (econômico, social e cultural), de internacionalização e de visibilidade do Programa, reforçando o papel social e transformador do ensino e da pesquisa.

C. Metas de longo prazo

Colocam-se para PPGM-UFRJ como metas para os próximos dez anos:

a) A consolidação das redes de pesquisa interinstitucionais com participação do Programa (ver “2.5.2 Participação de docentes permanentes em grupos e redes de pesquisa”);

b) Como reflexo da ampliação da participação de alunos e professores estrangeiros em disciplinas, cursos e eventos realizados, promovidos ou integrados pelo Programa que se verificou nos últimos anos, a implantação da oferta de disciplinas em bloco, por professor convidado estrangeiro e em língua estrangeira;

c) Como consequência da internacionalização do Programa delineada no item anterior, a intensificação de publicações bilíngues com vinculação aos projetos, grupos e linhas de pesquisa do Programa;

d) De forma coordenada com o projeto da UFRJ de implantar uma plataforma que agregue dados dos egressos, de forma que possa acompanhar seu desenvolvimento nos primeiros anos da carreira (nos períodos definidos no novo modelo de avaliação da CAPES: até 5 anos de titulação, de 5 a 10 anos, e de 10 a 15 anos após a titulação), cooperar para a criação de uma política de apoio e acompanhamento dos egressos do Programa, visando sua efetiva inserção social e estimulando o retorno dos estudantes às suas comunidades objetivando trocas de vivências e saberes.

1.3.2 Prospecção de alunos, processo de seleção e ação afirmativa

A política de prospecção de alunos do PPGM-UFRJ fundamenta-se em dois tipos de ações: internas, baseadas na integração do Programa com os cursos de graduação da Escola de Música da UFRJ no âmbito da qual importante papel é desempenhado pelos seus grupos de pesquisa; e externas, baseadas no oferecimento de vagas para alunos externos em todas as turmas oferecidas pelo Programa a cada semestre. Combinadas, as duas estratégias responderam ao longo do Quadriênio 2017-2020 por quase a totalidade dos inscritos nos processos seletivos.

Com requisitos de entrada e critérios de seleção bem definidos, o ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do PPGM-UFRJ é realizado através de edital público anual, elaborado pela Comissão Deliberativa do Programa (Coordenador do Programa, Coordenadores das Linhas e Representação Discente) e pela Congregação da Unidade. O processo seletivo consiste das seguintes provas classificatórias: a) Dissertativa Geral, sobre questões formuladas pela comissão de avaliação (constituída pelo conjunto dos docentes do Programa), relacionadas à bibliografia divulgada no sítio eletrônico do Programa na data de publicação do edital anual; b) Dissertativa Específica, sobre questões formuladas em português pela comissão de avaliação, relacionadas a artigo científico em língua inglesa, vinculado tematicamente à linha de pesquisa a que o candidato submete seu anteprojeto; e c) Defesa de Anteprojeto de Pesquisa, com apresentação oral do anteprojeto pelo candidato (até 5 minutos), seguida de arguição da comissão de avaliação (até 15 minutos). No processo seletivo para ingresso no Mestrado Acadêmico, a Comissão de Avaliação do PPGM-UFRJ adota os seguintes critérios, para as provas dissertativas e defesa de Anteprojeto de Pesquisa: a) objetividade, concisão e correção textual, considerando-se ainda domínio de conteúdos; b) coerência na formulação de questões e na respectiva argumentação; c) consistência da adequação de anteprojeto à respectiva linha de pesquisa e ao projeto de pesquisa ao qual propõe vinculação; e d) relevância da proposta e viabilidade da colaboração pretendida. O processo de seleção para ingresso no curso de Doutorado, por sua vez, é realizado da mesma forma, consistindo de todas as provas classificatórias aplicadas ao Mestrado Acadêmico acrescidas de: e) Prova de Idiomas, consistindo de tradução de texto vinculado à área de concentração pretendida pelo candidato, em língua estrangeira específica ao projeto de pesquisa ao qual o candidato propõe a vinculação de seu anteprojeto (conforme indicação pormenorizada em edital), tendo como critério a fidelidade ao texto original. No contexto da pandemia da CODIV-19, foi mantido este processo, sendo realizado porém inteiramente por via remota em maio de 2021 (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/editais-de-ingresso-2021/), com base em critérios igualmente adaptados. O número médio anual de ingressantes ao final do quadriênio 2017-2020 fixou-se em 16 alunos de Mestrado Acadêmico e 10 de Doutorado.

Políticas de ação afirmativa no âmbito do PPGM-UFRJ foram introduzidas nos editais de acesso ao ano letivo de 2018 na forma de reserva 40% das vagas oferecidas, e expandidas no segundo semestre de 2020 aos critérios de concessão das Bolsas de Demanda Social da CAPES das cotas cursos de Mestrado e Doutorado do Programa, com reserva de 40% das bolsas.

1.3.3 Política de apoio a docentes e discentes para participação em eventos

Como consequência de suas ações de prospecção e seleção de alunos, e visando à fixação e formação do corpo discente, o PPGM-UFRJ desenvolve políticas de apoio para participação em eventos científicos nacionais através da verba anual de custeio recebida através do Programa de Apoio à Pós-Graduação da CAPES (PROAP). No quadriênio 2017-2020, foi garantida com isso uma expressiva presença de mestrandos e doutorandos do Programa em eventos nacionais como os Congressos da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM) de 2017 (Campinas-SP), 2018 (Manaus-AM) e 2019 (Pelotas-RG), resultando em uma incrementação qualitativa da produção intelectual discente, incluindo coautorias com docentes contemplados também com apoio financeiro (em 2020 o congresso anual da ANPPOM foi realizado por via remota em função da pandemia da COVID-19).

1.3.4 Políticas de credenciamento, renovação e atualização acadêmica do corpo docente

ver “1.4 Autoavaliação (perspectivas de evolução e tendências)”.

1.4 Autoavaliação (perspectivas de evolução e tendências)

1.4.1 Autoavaliação do Programa

1.4.1.1 Critérios, procedimentos e metodologia

A autoavaliação do Programa compreende-se, consoante a proposta de sistemática de autoavaliação dos programas de pós-graduação divulgada pela CAPES em 2019 na forma de relatório do grupo de trabalho respectivo, como processo avaliativo conceituado e autogerido pelo próprio Programa.

Como reflexo do aprimoramento dos métodos de avaliação da pós-graduação em nível nacional, o PPGM-UFRJ deliberou, em 2019, pela implantação de uma política de autoavaliação permanente por comissão constituída especificamente para este fim, com participação de membro externo ao PPG e à instituição. As conclusões alcançadas por esta Comissão de Autoavaliação são encaminhadas à Comissão Deliberativa do Programa na forma de pareceres circunstanciados.

Como critério geral norteador, coloca-se uma avaliação quantitativa e qualitativa dos processos de formação e qualificação discentes, a partir, entre outros parâmetros, de uma avaliação do desempenho nas disciplinas do Programa (dados consolidados pela Comissão de Bolsas), considerando ainda a qualidade da produção intelectual vinculada aos projetos e linhas de pesquisa, através do que passa-se a considerar o grau de inserção do Programa em seus diversos âmbitos de atuação (local, regional, nacional, internacional).

As mais importantes dimensões deste processo de autoavaliação, que informam o planejamento institucional do Programa, são portanto o acompanhamento do corpo discente e de egressos e a avaliação do corpo docente, esta a partir de uma política de credenciamento e recredenciamento anual dos professores.

1.4.1.2 Acompanhamento do corpo discente e de egressos

Em complemento ao acompanhamento do corpo discente do Programa realizado individualmente pelos orientadores, coletivamente no âmbito dos grupos de pesquisa do Programa, e, no aspecto acadêmico-administrativo, pela Comissão Deliberativa e pela Secretaria Acadêmica do Programa (responsáveis, entre outras coisas, pela verificação do cumprimento dos requisitos necessários à titulação), está constituída no PPGM-UFRJ também uma Comissão de Bolsas, integrada pelo Coordenador do Programa, por um representante docente e um representante discente.

Cabe a esta comissão aplicar e zelar pelo cumprimento das Normas para a Concessão de Bolsas de Demanda Social/CAPES do Programa, estabelecendo condições e obrigações decorrentes da concessão do benefício aos alunos do Programa. Trata-se de política bem-sucedida que, levando em consideração para a distribuição das bolsas disponíveis tanto conceitos obtidos em disciplinas do Programa quanto produções dos alunos, tem contribuído decisivamente para a fixação do corpo discente e elevação da qualidade dos trabalhos finais do Programa. A atuação da Comissão de Bolsas articula-se com a metodologia de autoavaliação do Programa na medida em gera e consolida dados que serão analisados pela Comissão de Autoavaliação.

Uma perspectiva de evolução presente é estender o acompanhamento do desempenho do corpo discente também ao conjunto dos egressos, notadamente no aspecto da atuação profissional. Contribui para este fim o fato de que parte dos egressos do PPGM-UFRJ se mantém vinculada ao Programa no âmbito de seus projetos e grupos de pesquisa, muito frequentemente voltando a integrar seu corpo discente como doutorandos e pós-doutorandos.

1.4.1.3 Avaliação do corpo docente (fomento à formação e avaliação do desempenho)

Contando com o apoio das instâncias superiores da Universidade Federal do Rio de Janeiro no que se refere à política de fomento e formação continuada de seu corpo docente, o PPGM-UFRJ pode direcionar seus esforços de autoavaliação para a consistência da produtividade do corpo docente com as exigências contidas no regulamento interno e do ponto de vista da verticalidade da produção intelectual e atividades docentes em relação às linhas de pesquisa a que estão vinculados. Princípios, aliás, norteadores da política de credenciamento, recredenciamento e descredenciamento praticada no âmbito do Programa desde o triênio 2010-2013, e que levou no quadriênio 2013-2017 a uma reconformação e qualificação de seu corpo docente.

Por delegação do Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) da UFRJ, a Comissão Deliberativa do PPGM-UFRJ realiza, com periodicidade anual e participação de avaliador externo, processo de credenciamento e recredenciamento de docentes para atuação no Programa. Em consonância com o que preceitua a regulamentação geral da pós-graduação stricto sensu desta universidade, o Programa, ao credenciar seus docentes, classifica-os em uma das 3 (três) seguintes categorias: a) docentes permanentes, o núcleo principal de docentes do Programa; b) docentes visitantes; e c) docentes colaboradores.

Visando ao alcance das metas de curto, médio e longo prazo estabelecidas pelo Programa, e, portanto, do elevado padrão da contribuição que pretende trazer à área em toda sua variada extensão subdisciplinar, a política de credenciamento e recredenciamento do Programa fundamenta-se em indicadores de produtividade bibliográfica e/ou artística vinculada ao(s) projeto(s) de pesquisa do(s) qual(is) o docente participa (como coordenador ou membro de equipe) e à linha de pesquisa em que atua ou pretende atuar como orientador, e ainda em indicadores de participação nas atividades didáticas do Programa (conforme estabelecido no Regulamento do PPGM-UFRJ, disponível em https://ppgmufrj.files.wordpress.com/2016/06/ppgm-ufrj-regulamento-2014.pdf).

1.4.2 Planejamento institucional do Programa (histórico e perspectivas de evolução)

A partir do roteiro de autoavaliação acima delineado, considerando o desempenho de professores, alunos e egressos do Programa através de indicadores pelos quais se busca verificar a efetividade e relação das ações com seus objetivos declarados, o PPGM-UFRJ desenvolve o seu planejamento institucional, que reflete-se, entre outras coisas, na oferta anual de vagas nos seus cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado, na oferta semestral de disciplinas e no próprio processo de credenciamento de novos professores. Tendo passado por uma rápida expansão nos últimos cinco anos, quando, com um número estável de professores (variando de 32 a 30), viu seu corpo discente crescer de 57 de Mestrado em 2014 para os 132 alunos de Mestrado e Doutorado com matrícula ativa ao final do quadriênio 2017-2020, o PPGM-UFRJ enxerga hoje, como um de seus maiores desafios, o planejamento institucional de uma estrutura acadêmica complexa e de grande porte.

1.4.3 Avaliação do Programa ao final do quadriênio 2017-2020

Uma avaliação do atendimento das metas acima colocadas ao final do quadriênio 2017-2020 deve considerar o forte impacto da pandemia da COVID-19 a partir de março de 2020, momento em que as atividades presenciais foram totalmente suspensas no âmbito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Igualmente relevante, nesta avaliação, é a novidade que representa, para Coordenação e Corpos Docente e Discente dos Programas do Sistema Nacional de Pós-Graduação, a ênfase avaliativa colocada no processo sobretudo a partir da segunda parte do quadriênio 2017-2020, quando os parâmetros de um novo sistema de avaliação multidimensional dos PPGs da Área de Artes passaram a tomar expressão prática na forma de recomendações ao Programas, por exemplo no âmbito do Seminário de Meio-Termo da CAPES de agosto de 2019. A avaliação realizada indica contudo os seguintes pontos fortes e necessidades de aprimoramento:

A. São considerados pontos fortes do PPGM-UFRJ:

a) A tradição da instituição e o perfil do corpo docente: apoiado no extenso histórico da Escola de Música da UFRJ, com 170 anos de tradição como escola de composição, de interpretação vocal e instrumental, e de pesquisa etnomusicológica e histórico-musical, do Conservatório Imperial ao Instituto Nacional de Música, até a moderna Escola de Música, o PPGM-UFRJ conta hoje com um corpo docente altamente qualificado, considerados fatores como titulação e compatibilidade entre formação, experiência profissional e projetos de pesquisa desenvolvidos no âmbito do Programa e a excelência de sua produção bibliográfica, artística e técnica;

b) Sua infraestrutura acadêmica, de grande importância histórica e cultural, incluindo salões de concerto de estrutura robusta (teatro de câmara e teatro de ópera), conectados à manutenção dos corpos estáveis da Escola de Música da UFRJ (Orquestra Sinfônica da UFRJ, coros mistos e infantil), que atendem a demandas da graduação e da pós-graduação, sendo parte integrante da estrutura do Laboratório de Práticas Interpretativas (LaPI). Da mesma forma, a Biblioteca Alberto Nepomuceno reúne um dos mais importantes acervos de livros, periódicos e partituras da América Latina, referencial para pesquisas no campo da Musicologia. A localização na Torre Ventura, um dos mais avançados prédios da cidade, também fornece ao Programa recursos ideais para a consecução de seus objetivos, com internet, espaço físico e recursos de acesso especial;

c) A situação geográfico-cultural do Programa: graças à sua centralidade local e nacional, isto é, à sua localização no centro de em um histórico polo de irradiação cultural brasileiro, a antiga sede da Corte imperial, o PPGM-UFRJ tem como ponto forte sua inserção no corredor cultural da cidade e o consequente diálogo com outros centros, instituições e equipamentos culturais da mais alta relevância (Theatro Municipal, Sala Cecília Meireles, Museu Villa-Lobos etc.). Relacionando-se à longa tradição da Escola de Música da UFRJ no Rio de Janeiro, o fator responde também pela alta capacidade de nucleação que o Programa demonstra ter, ao longo de suas quatro décadas de existência.

d) A contribuição do corpo docente do Programa em atividades de Ensino e Pesquisa no âmbito dos cursos de graduação da Escola de Música da UFRJ (Bacharelado e Licenciatura), que alcança uma dimensão bastante significativa: todos os docentes do Programa atuam na graduação, sem exceção;

e) A qualidade das Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado defendidas nos últimos dez anos, continuamente reconhecida, assim como a consistência da produção intelectual do corpo discente e de egressos do Programa, veiculados em eventos científicos e publicados em periódicos qualificados (ainda que com muito espaço para desenvolvimento);

f) O interesse despertado pela qualidade das aulas, evidenciado na procura crescente pelos cursos e disciplinas do Programa, inclusive por alunos de outras IFEs e nacionalidades, bem como a eficiência na administração do afluxo de alunos, com a conclusão de seus cursos com um índice de evasão muito baixo e excelente tempo médio de titulação: abaixo do recomendado no Doutorado (47 meses em 2019), e pouco acima do recomendado no Mestrado Acadêmico (26 meses em 2019);

g) A preocupação com o desenvolvimento do contexto social em que está inserido e a interação direta com o seu entorno, refletidas em linhas e projetos de pesquisa do Programa e na sua produção intelectual em geral, tendo como foco o trabalho com populações em situação de vulnerabilidade econômico-social e sofrimento, em áreas de conflito da cidade tais como as comunidades da Maré, Manguinhos, e com pessoas com necessidades especiais, em ações de apoio psíquico e de educação especial (Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Instituto Benjamin Constant e Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES)).

B. Entre os aspectos do PPGM-UFRJ em relação aos quais espera-se aprimoramento nos próximos anos, conforme delineado no processo interno de autoavaliação, contam-se:

a) Uma maior integração entre linhas e projetos de pesquisa, que no passado estiveram fragmentados e pouco verticalizados. Trata-se de processo ainda em curso, com bons resultados já obtidos, mas ainda há espaço para avançar. Espera-se que o amadurecimento dos grupos de pesquisa do Programa colabore para este fim, promovendo diálogo entre projetos e Linhas sem comprometer a verticalidade que espera-se da organização da estrutura do Programa;

b) Uma maior afluência de docentes, discentes e egressos a eventos científicos e artísticos em geral, que por razões diversas, relacionadas entre outras coisas ao financiamento do Programa, ainda não pode ser descrita como ideal. Também neste quesito a formalização dos grupos de pesquisa do PPGM-UFRJ tem colaborado fortemente, verificando-se uma maior participação dos membros do Programa em tais eventos ano após ano;

c) Relacionado ao ponto anterior, verifica-se ainda certo grau de desequilíbrio (em termos quantitativos) na produção intelectual do corpo de docentes permanentes do PPGM-UFRJ. Visando à superação do problema, desenvolve-se atualmente uma política interna de fomento à produção bibliográfica e de vinculação da produção artística aos projetos de pesquisa do Programa, com resultados satisfatórios em relação ao crescimento e equilíbrio nestas tipologias de produção, ainda superadas no Programa pela produção de caráter técnico;

d) A integração com a graduação, malgrado a efetiva presença do corpo docente do Programa em seus cursos, traduz-se de forma ainda pouco satisfatória em participação de alunos em projetos de Iniciação Científica, entre outras coisas em função da enorme dimensão da UFRJ, que com suas mais de cinquenta unidades não é ainda capaz de garantir pleno acesso a bolsas deste tipo; também a comunicação entre resultados de projetos de pesquisa do Programa e conteúdos das disciplinas de graduação é ainda limitada, notando-se mais fortemente em apenas algumas linhas de pesquisa do Programa, muito embora todas as condições existam para uma evolução rápida neste ponto;

e) O alto custo de vida da cidade do Rio de Janeiro, questão que coloca-se para além das possibilidades de resolução pela UFRJ, tem dificultado a estadia de alunos e fixação de pesquisadores e colaboradores no PPGM-UFRJ, muito embora a taxa de evasão do Programa mantenha-se bastante baixa.