Uma apreciação abrangente do impacto da pandemia da COVID-19 no Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ no ano final do quadriênio 2017-2020 indica um amplo espectro de efeitos no desenvolvimento das atividade do Programa: da suspensão de atividades presenciais da UFRJ, incluindo aulas e defesas de Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado, acarretando considerável retenção de discentes nos cursos, à alteração do calendário acadêmico 2020 e adoção do ensino remoto em agosto daquele ano; do adiamento, suspensão ou adaptação à via remota de eventos artísticos e científicos do PPGM-UFRJ ao adiamento e adaptação dos processos seletivos para os cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado. Uma análise mais detida revela, ainda, o impacto da pandemia da COVID-19 na produção docente e discente do PPGM-UFRJ, ao longo de 2020.
A. Suspensão das atividades presenciais da UFRJ e alteração do calendário acadêmico 2020
Com a declaração do status de pandemia da COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, e com a observação de uma crescente e rápida disseminação do novo corona vírus no Brasil, a Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro resolveu suspender, no dia 16 daquele mês, todas as suas atividades pedagógicas por 15 (quinze) dias. Naquele mesmo dia, um Grupo de Trabalho Emergencial do Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) da UFRJ, órgão deliberativo da estrutura superior da instituição responsável pelas diretrizes didáticas e pedagógicas dos cursos de pós-graduação, emitia sua primeira resolução emergencial, relativamente a defesas de Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado e no sentido de garantir a integridade física e reduzir o risco de exposição de discentes, docentes e participantes externos ao coronavírus. A esta Resolução CEPG 01-2020 seguiram-se, ao longo do ano, outras 07 (sete) resoluções tratando especificamente do ensino de Pós-Graduação stricto sensu na UFRJ durante o período de excepcionalidade (ver http://www.pr2.ufrj.br/resolucoes), efetivamente iniciado pela Reitoria da UFRJ no dia 23 de março de 2020, em função do agravamento da pandemia em todo o país, com a conversão da suspensão temporária das aulas pela suspensão destas por tempo indeterminado. Complementando as Resoluções CEPG 01-2020 (16 de março) e 02-2020 (24 de abril), esta tratando de aspectos relacionados a defesas de Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado por via remota, a Resolução CEPG 03-2020 (24 abril) dispunha sobre a “interrupção da contagem do prazo para defesa de Trabalho de Conclusão, Dissertação, e Tese durante a pandemia de COVID-19”, estabelecendo um quadro de suspensão total das atividades com o qual os Programas de Pós-Graduação da UFRJ trabalhariam até pelo menos o dia 29 de maio, data da Resolução CEPG 05-2020, “adota[ndo] providências temporárias para o ensino de Pós-Graduação em tempos de pandemia”. Nesta resolução, que sublinhada a posição inicial da Reitoria da UFRJ de que “aulas em meios digitais não deve[riam] substituir as atividades presenciais”, lembrando ainda a desautorização do Ensino à Distância na UFRJ “para aqueles cursos e disciplinas que não utilizavam essa modalidade anteriormente”, era reconhecida porém a diversidade dos Programas de Pós-Graduação da UFRJ e “as especificidades de cada Programa”, a partir do que se autorizava, durante o período de excepcionalidade, “a oferta de turmas de disciplinas regulares por meio remoto, ou de disciplinas de leitura, ou de outras atividades curriculares com avaliação remota ou presencial a posteriori”. Pouco depois, contudo, a 19 de junho, com a Resolução CEPG 06-2020, era estabelecida uma “retomada do calendário das atividades acadêmicas de ensino para o ano letivo de 2020”, com o primeiro período letivo situando-se entre os dias 03 de agosto de 2020 e 14 de novembro de 2020, e o segundo período letivo entre os dias 30 de novembro de 2020 e 27 de março de 2021 – ambos a serem desenvolvidos inteiramente por via remota. Uma Resolução CEPG 11-2020, publicada em 23 de outubro de 2020, dispunha por sua vez sobre “o retorno gradual às Atividades Presenciais da UFRJ no âmbito da Pós-Graduação, em face à Fase 3 do processo de retração da Epidemia relativa a Covid-19”, autorizando atividades presenciais essenciais em disciplinas e pesquisas da UFRJ sempre que participação de modo presencial se afigurasse como imprescindível, com a condição da realização das atividades colocarem-se de acordo com as medidas de biossegurança aprovadas pelos colegiados superiores da UFRJ. No âmbito do PPGM-UFRJ, em que atividades presenciais seguem suspensas até o presente momento (maio de 2021), especial impacto foi sentido pelos grupos de pesquisa do Programa, cujas reuniões periódicas, ocorrendo geralmente em seus Laboratórios, espaços concebidos para o desenvolvimento de suas atividades, passaram a desenvolver-se em ambiente virtual, a exemplo de todas as demais atividades de orientação e de ensino de disciplinas obrigatórias e eletivas. Quanto à Secretaria Acadêmica, esta passou a realizar a gestão administrativa e atendimento ao público 19 inteiramente por via remota.
B. Adoção do ensino remoto pelo PPGM-UFRJ
Quanto à adoção de aulas e atividades remotas por Programas de Pós-Graduação de UFRJ em função da pandemia da COVID-19, cumpre contextualizá-la no âmbito do debate até então desenvolvido na Universidade sobre a conveniência do ensino remoto em nível de pós-graduação. De fato, até o momento da divulgação da proposta preliminar do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) da UFRJ em janeiro de 2020, verificava-se na instituição o entendimento da “interação pessoal orientador-orientado [como] fundamental para a formação dos futuros mestres e doutores formados na UFRJ”, e a compreensão do ambiente universitário como “mola mestra do pensamento crítico necessário ao desenvolvimento da Ciência” (PDI-UFRJ, 2019-2023, p. 157 – documento preliminar que antecedeu o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRJ 2020-2024). Conquanto se discutisse uma política de cursos de pós-graduação “EaD” no âmbito do Conselho de Ensino para Graduados (CEPG), pouco consenso se havia alcançado até então, para além do entendimento de que “situações pontuais podem levar à elaboração de vídeos tutoriais e aulas com transmissão on-line (no modelo de videoconferência), visando implementar metodologias de ensino mais atraentes aos estudantes e permitindo alcançar alunos fora do Rio de Janeiro em algumas áreas do conhecimento, em algumas disciplinas e de forma esporádica” (PDI-UFRJ, 2019-2023, p. 157-158). Em aderência à orientação oficial da Universidade, o PPGM-UFRJ, embora historicamente aberto às novas tecnologias como ferramentas de apoio e complemento pedagógico, desenvolveu até 2020 atividades exclusivamente presenciais. No contexto da pandemia da COVID-19, contudo, e sem perder de vista a importância da interação pessoal orientador-orientado e da convivência no ambiente universitário, a necessidade de adotar o ensino remoto como recurso emergencial imprescindível foi compreendida pela comunidade acadêmica da UFRJ, sendo desta forma restabelecidas, em agosto de 2020, de acordo com o calendário acadêmico acima indicado e a partir das recomendações das instâncias superiores da UFRJ, todas as atividades de ensino e pesquisa do PPGM-UFRJ. Ao longo do ano letivo, foram oferecidas no Programa por via remota 27 (vinte e sete) turmas de disciplinas obrigatórias e eletivas e 78 (setenta e oito) turmas de disciplinas de orientação, cobrindo todas suas linhas e projetos de pesquisa.
C. Suspensão de defesas de Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado e retenção de discentes
Como consequência da “interrupção da contagem do prazo para defesa de Trabalho de Conclusão, Dissertação, e Tese durante a pandemia de COVID-19” estabelecida pela Resolução CEPG 03-2020 de 24 abril, verificou-se no PPGM-UFRJ ao longo de 2020 uma forte retenção de alunos, ou seja, a não-conclusão do curso por substancial parcela do corpo discente do Programa no prazo regularmente estabelecido e rotineiramente enfatizado por ações da Coordenação do Programa, Comissão Deliberativa e CPGP (“Cepeguinho”, por deter atribuições do CEPG) do Centro de Letras e Artes da UFRJ. A título de comparação, podemos observar que se em 2019 foram defendidas no Programa 10 (dez) Dissertações de Mestrado e 17 (dezessete) Teses de Doutorado, em 2020 verifica-se a queda dos mesmos números para 07 (sete) Dissertações e 05 (cinco) Teses. Especialmente afetadas pela pandemia – por motivos diversos, variando de fatalidades por COVID-19 no círculo familiar e de convivência a dificuldades de natureza financeira e/ou psicológicas – foram as turmas de Mestrado de 2018 e de Doutorado de 2016, de discentes cujas conclusões de curso eram previstas para o segundo semestre de 2020. Logicamente, foram afetados por tal desenvolvimento indicadores do quadriênio como “orientações concluídas” e “orientações em andamento”, que passaram a não mais refletir o funcionamento normal do Programa.
D. Adiamento, suspensão ou adaptação à via remota de eventos artísticos e científicos do PPGM-UFRJ
Outro aspecto em relação ao qual o impacto da pandemia de COVID-19 se fez sentir, no âmbito do Programa, diz respeito aos eventos artísticos e científicos periodicamente organizados pelo corpo docente. Indicamos a seguir aqueles mais diretamente afetados:
a) Colóquio de Pesquisa do PPGM-UFRJ: o PPGM-UFRJ realiza anualmente seu Colóquio de Pesquisa, no qual alunos, docentes e pesquisadores do Programa e de instituições externas compartilham progressos das pesquisas, contando também com a participação de docentes e discentes dos cursos de graduação, com o intuito de fortalecer a integração entre os diversos segmentos da Unidade. Em função da pandemia da COVID-19, o evento, tradicionalmente realizado nos meses de novembro ou dezembro, foi postergado para o final do segundo período letivo do calendário acadêmico 2020, sendo realizado assim entre os dias 22 e 26 de março de 2021. Em sua décima nona edição, comemorativa dos 40 anos de criação do Programa em 1980, o evento foi realizado inteiramente por via remota, com transmissão ao vivo pelo canal do evento no YouTube, com a colaboração de 70 pareceristas das diversas regiões do país e a apresentação de 48 comunicações de alunos de graduação, de pós-graduação e de pesquisadores de outras instituições. (ver https://www.youtube.com/channel/UCZCMmteCAphystIBPsA_jZg e https://conferencias.ufrj.br/index.php/cppgm/19cppgm)
b) “Panorama da Música Brasileira Atual”: o evento é um dos mais importantes festivais de música contemporânea de concerto do país, criado em 1978 pelo compositor e ex-coordenador do PPGM-UFRJ Prof. Dr. Ricardo Tacuchian e promovido pelo Departamento de Composição da Escola de Música da UFRJ, com apoio do PPGM-UFRJ. O festival reúne alunos de Composição da graduação, e de Práticas Interpretativas do PPGM-UFRJ, para a realização de concertos sinfônicos e de câmara, com chamada nacional, exclusivamente com estreias, e concomitante promoção de palestras e mesas redondas para discussão de assuntos ligados à composição, produção e realização de música de concerto contemporânea. Em função da pandemia da COVID-19, foi adiada para 2021 a trigésima edição do evento, que se realizaria em 2020. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/tag/panorama-da-musica-brasileira-atual/)
c) “IV Jornada de Músicas Mistas da UFRJ”: em função da pandemia da COVID-19, o evento foi realizado em 2020 por via remota, com transmissão ao vivo pelo YouTube. A edição contou com sessões de comunicação em português e inglês, e com a participação de pesquisadores do Brasil e do exterior. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2020/09/02/grupo-performance-hoje-abre-a-v-jornada-de-musicas-mistas-da-ufrj-programacao-completa/)
d) “Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ”: coordenado pela Profa. Dra. Maria Alice Volpe, o evento reúne pesquisadores em âmbito nacional e internacional para palestras e apresentação de comunicações, possibilitando contato e integração de alunos de graduação com pressupostos e temas da pesquisa em musicologia histórica. Em função de seu âmbito de alcance, os projetos possibilitam a integração de alunos de graduação e pós-graduação em atividades refletindo o estado atual da pesquisa musicológica em nível internacional. Em função da pandemia da COVID-19, a edição de 2020 não se realizou. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2019/08/11/simposio-internacional-de-musicologia-celebra-sua-decima-edicao/)
e) Curso de extensão “Pedagogia da História da Música Brasileira para a Educação Básica”: promovendo uma interface com a educação básica, com vínculo metodológico ao grupo de pesquisa “Novas Musicologias”, define-se como uma contribuição para melhorias no âmbito do ensino fundamental e médio da música no país. Parte integrante da programação do “Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ”, não se realizou em 2020 em função da pandemia da COVID-19.
f) “Semana do Cravo”: o longevo evento, oferecido sem interrupções desde o ano de 2003, tem reunido ao longo de sua história pesquisadores do repertório e interpretação do instrumento em âmbito nacional e internacional, com mesas redondas, concertos e, mais recentemente, publicação de anais com artigos completos. Coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Moraes Rego Fagerlande, inclui sempre recitais com alunos do curso de graduação em cravo. Em função da pandemia da COVID-19, a edição de 2020 foi realizada inteiramente por via remota. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2020/08/31/chamada-de-trabalhos-aberta-para-a-xvii-semana-do-cravo-em-formato-virtual/ e https://musica.ufrj.br/index.php/comunicacao/noticias/pos-graduacao/semana-do-cravo-divulga-programacao)
E. Adiamento e adaptação dos processos seletivos para os cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado em Música
Quanto aos processos seletivos para admissão aos cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado do PPGM-UFRJ, tradicionalmente realizados nos meses de outubro e novembro, foram estes postergados, em função da pandemia da COVID-19, para maio de 2021. Realizados entre os dias 17 e 19 de maio (Mestrado Acadêmico) e 25 e 27 de maio (Doutorado), os processos seletivos por via remota demandaram da Coordenação e Comissão Deliberativa do Programa uma completa adaptação dos formatos (para o meio da videoconferência) e dos critérios de avaliação das provas, estimando-se contudo um resultado positivo para o Programa. De fato, registrou-se a inscrição, em 2021, de candidatos de um espectro muito mais amplo de estados da Federação: no Mestrado, além do Rio de Janeiro (interior e capital), candidatos do Paraná, Alagoas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Bahia, Pará, Piauí, Rondônia, Pernambuco, Espírito Santo e Rio Grande do Sul; no Doutorado, além do Rio de Janeiro (interior e capital), candidatos de São Paulo (interior e capital), Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão. O PPGM-UFRJ avalia portanto que a adoção do ensino remoto em toda a esfera do ensino de pós-graduação da UFRJ terminou por contribuir para um alcance muito mais amplo de seus cursos, por todo o território nacional, que deverá ser beneficiado, no próximo período, pela desobrigação de fixação na cidade do Rio de Janeiro pelo Programa de Bolsas Demanda Social da CAPES. (ver https://ppgm.musica.ufrj.br/2021/02/12/ppgm-ufrj-abre-inscricoes-para-editais-2021-mestrado-e-doutorado/ e https://ppgm.musica.ufrj.br/2021/04/23/editais-2021-inscricoes-deferidas-e-calendario-de-provas/)
F. Impacto na produção docente e discente do PPGM-UFRJ
Finalmente, cabe destacar o impacto da pandemia da COVID-19 na produção docente e discente do PPGM-UFRJ. Verifica-se, neste ponto, redistribuições de ênfase quanto aos aspectos “modalidade” e “abrangência”. Como destacado acima (“2.2.2 Análise dos dados quantitativos da produção total do PPGM-UFRJ” e “2.4.2 Análise qualitativa da produção docente total do PPGM-UFRJ”), pode-se observar, no quadriênio 2017-2020, em relação a produtos artísticos, bibliográficos e técnicos, uma estabilidade acentuado nos anos de 2017 e 2018, seguida de um acréscimo em todos os tipos no ano de 2019 e depois, em 2020, de um decréscimo nos tipos artístico e técnico, mas não no tipo bibliográfico, que experimenta no contexto da pandemia da COVID-19 um expressivo incremento.
No âmbito da produção artística, registra-se no Programa 63 (sessenta e três) em 2017, 58 (cinquenta e oito) em 2018, e 80 (oitenta) em 2019 – seguidos por 32 (trinta e duas) em 2020, número sem dúvida condicionado pelas restrições a concertos e atividades similares impostas pela pandemia da COVID-19 no ano final do quadriênio. No âmbito da produção técnica, registra-se 100 (cem) em 2017, 99 (noventa e nove) em 2018, e 144 (cento e quarenta e quatro) em 2019 – em 2020, porém, apenas 83 (oitenta e três), número que pode também ser relacionado à pandemia da COVID-19, que acarretou, como visto acima, o adiamento ou suspensão de eventos artísticos e científicos do PPGM-UFRJ no ano final do quadriênio. No âmbito da produção bibliográfica, contudo, verifica-se em 2020 um número absoluto de produções sensivelmente superior ao dos demais: somando 50 (cinquenta) produtos em 2017, 55 (cinquenta e cinco) em 2018, e, em 2019, 74 (setenta e quatro), alcançam em 2020 o número total de 135 (cento e trinta e cinco) produtos (com a prevalência dos subtipos “trabalho em anais” (99/135) e “artigo em periódico” (23/135)).
Quanto à abrangência dessa mesma produção, considerando o conjunto total de 972 (novecentos e setenta e dois) produtos do quadriênio 2017-2020, verifica-se que 16,5% (160/972) dos produtos têm abrangência local e 4,4% (43/972) têm abrangência regional, enquanto 53,6 % (521/972) têm abrangência nacional e 23,3% (226/972) têm abrangência internacional. Se por um lado é possível relacionar a preponderância de produções de abrangência nacional e internacional (que somadas perfazem 76,9% (747/972) do total do Programa) à centralidade geográfica e cultural historicamente associada à cidade do Rio de Janeiro, por outro cumpre destacar o impacto, neste índice, no ano final do quadriênio, da pandemia da COVID-19, que levou à organização por via remota de eventos científicos tradicionalmente presenciais, por vezes com alto custo para participantes. Também relacionável à pandemia da COVID-19 apresenta-se o decréscimo de produções de abrangências local e regional, somando em 2020 apenas 0,7% (07/972) do total do Programa; a queda em relação à média anterior de 65,3 produções anuais da mesma abrangência pode ser interpretada, neste caso, como reflexo das limitações de circulação impostas pelo distanciamento social recomendado pelas autoridades sanitárias do país.
Finalmente, cumpre destacar a transformação de parte da produção docente, que assume no ano final do quadriênio 2017-2020 formatos até então pouco utilizados: de fato, tornam-se frequentes, no contexto da pandemia do COVID-19, não apenas os formatos de videoconferência com transmissão ao vivo (“lives”), mas também tecnologias de registro até então menos utilizadas, como a gravação audiovisual de produções artísticas, ao vivo ou não.
